sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ministério dos Transportes já discute traçado da ferrovia até Cuiabá


Site O Documento - Assessoria

O ministro dos Transportes Alfredo Nascimento determinou hoje à sua assessoria técnica que inclua o estudo de viabilidade técnica e ambiental do traçado dos trilhos da Ferrovia
Senador Vuolo entre Rondonópolis e Cuiabá. Hoje, estão garantidas pelo Governo Federal apenas as obras de implantação dos trilhos entre Alto Araguaia e Rondonópolis, numa extensão de 220 km. Os trabalhos devem começar em junho deste ano e ser concluídos em setembro de 2010, de acordo com previsão da ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
Na última quinta-feira (21), o presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, vereador Francisco Vuolo, o deputado federal Wellington Fagundes (PR) e o representante da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Fernando Kusai, estiveram em audiência com o ministro dos Transportes. Na ocasião, foi exibido um vídeo que mostra as potencialidades econômicas da Baixada Cuiabana (o maior núcleo urbano do Centro-Oeste, com 40% da população mato-grossense e 42% de toda a produção estadual), como um dos argumentos para que a região seja contemplada com os trilhos da ferrovia.
No documentário, o ministro Alfredo Nascimento constatou, por exemplo, que a Baixada Cuiabana é o maior pólo de consumo, produção e distribuição de Mato Grosso, por sediar principais indústrias e outros empreendimentos que representam 80% do setor no Estado, além de se constituir no maior entroncamento rodoviário do Estado (BR-070, BR-163 e BR-364).
O pedido de “urgência” do ministro para que sua assessoria estude o pleito de Mato Grosso, para Francisco Vuolo, mostra que a luta pela definição do traçado da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá avançou muito. “Trata-se de uma questão a ser resolvida no âmbito federal. Assim, o apoio do deputado Wellington Fagundes tem sido fundamental para que o processo tramite no ministério e avance”, assinala o vereador.
Ainda na quinta-feira, Vuolo, Fagundes e Kuzai foram recebidos em audiência pelo subchefe de Articulação e Monitoramento da Presidência da República, Maurício Carvalho, a quem reivindicaram a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do estudo de viabilidade técnica e ambiental da ferrovia até a capital mato-grossense. Na opinião do presidente do Fórum, é necessário que se garanta o estudo até Cuiabá e, depois, avançar os trilhos até Santarém (PA) e Porto Velho (RO), conforme o projeto original.
Para o subchefe da Casa Civil, Maurício Carvalho, a proposta levada pelos parlamentares de Mato Grosso é muito importante, sobretudo, no aspecto da logística de transportes, notadamente para o Centro-Oeste, onde já estão incluídas no PAC a construção e a conclusão do trecho da ferrovia de Alto Araguaia até Rondonópolis. Carvalho vai reforçar o pleito mato-grossense, ao levar a proposta ao ministro dos Transportes e à ministra Dilma Roussef.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Audiência no Planalto discute traçado dos trilhos à Cuiabá


O presidente do Fórum Pró-ferrovia, vereador por Cuiabá, Francisco Voulo, e o deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) reivindicaram ao subchefe de Articulação e Monitoramento da Presidência da República, Maurício Carvalho, a inclusão do estudo de viabilidade técnica e ambiental da Ferronorte de Rondonópolis até a Capital do Estado, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).O pleito foi feito há pouco em audiência no Palácio do Planalto que discutiu a inclusão no PAC do traçado da Ferronorte (Ferrovia Vicente Vuolo) de Rondonópolis até Cuiabá. Até o momento, o trecho inserido no PAC garante a chegada dos trilhos a Rondonópolis. As obras devem iniciar em junho deste ano com previsão de ser concluídas em setembro de 2010, conforme previu a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Agora, os dois parlamentares acreditam que é preciso incluir no mesmo programa o estudo do traçado até Cuiabá.Segundo o presidente do Fórum Pró-ferrovia, é preciso garantir o estudo até a Capital e, numa etapa futura, avançar a ferrovia até Santarém (PA) e Porto Velho (RO), como consta no projeto original.De acordo com Maurício Carvalho, a proposta é extremamente importante do ponto de vista de logística de transportes, principalmente para a região Centro-Oeste, onde já está incluído no PAC a construção e a conclusão do trecho da ferrovia de Alto Araguaia até Rondonópolis. "Faz todo o sentido essa reivindicação do deputado Wellington e do vereador Vuolo em incluir esse trecho no PAC. "Precisamos dar o máximo de atenção a esse pleito", disse. Maurício afirmou que irá levar ao ministro dos Transportes e à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, essa reivindicação.O deputado Wellington Fagundes aproveitou a oportunidade para sugerir uma alternativa para melhorar o tráfego de veículo entre Rondonópolis e Cuiabá, que seria o asfaltamento da estrada velha até a Capital passando pelo povoado de São Lourenço de Fátima, Distrito de Juscimeira. Segundo o parlamentar, essa é uma possibilidade de melhorar o trânsito nesse trecho da BR-364. De acordo com Fagundes, esse assunto já foi discutido com o governador Blairo Maggi. "Essa é uma forma de reduzirmos o número de acidentes nessa rodovia", acredita.O trecho de duplicação da BR-364 entre Rondonópolis e Cuiabá está incluído no PAC e os investimentos já estão sendo feitos nos principais pontos críticos que são: a Serra de São Vicente e as passagens urbanas de Jaciara, São Pedro da Cipa e Juscimeira. Juntos, esses trechos são responsáveis por 92 % dos acidentes entre Rondonópolis e Cuiabá, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. A sugestão de asfaltamento da estrada velha vai ser levada ainda hoje ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Também participou da audiência o diretor da FIEMT (Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso), Fernando Kuzai. A audiência com o ministro dos Transportes está agendada para as 16h00 desta quinta-feira (horário de Brasília).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Fórum Pró-Ferrovia se reúne com equipe de Dilma Roussef nesta quarta


Da Redação
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, vereador Francisco Vuolo (PR), vai formalizar nesta quarta-feira (20), em Brasília, o pedido de intervenção do Governo Federal para que a empresa concessionária defina, em caráter de urgência, o estudo de impacto ambiental e o traçado da Ferrovia Vicente Vuolo, no trecho entre Rondonópolis e Cuiabá.
Em companhia do deputado federal Wellinton Fagundes (PR), o presidente do Fórum será recebido em audiência, na Casa Civil, pelo assessor especial da ministra Dilma Roussef, Bernardo Figueiredo. Vuolo levará um pleito já formulado ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e ao diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, no mês passado. O Fórum quer, por meio da empresa responsável pelas obras – a ALL -, sejam desenvolvidos o Estudo de Impacto Ambiental (EIMA) e o traçado da ferrovia até a capital mato-grossense.
No dia 22 de janeiro passado, em ofício ao Ministério dos Transportes e ao DNIT, o Fórum Pró-Ferrovia assinalou que diferentes setores da sociedade cuiabana e mato-grossense aguardam, desde 1999, uma definição da União sobre a questão. “Diante do silêncio da concessionária [a América Latina Logística] e tendo em vista a nova fase da política econômica do Governo Federal – que, por meio do PAC, estabelece uma intensa programação de investimentos em infra-estrutura logística para a ferrovia no país-, urge uma definição técnica e política que possibilite vislumbrar a continuidade do processo de crescimento econômico da Baixada Cuiabana”, diz o comunicado.
No documento, o Fórum lembra, também, que a Baixada Cuiabana, além de concentrar o maior núcleo urbano do Centro-Oeste, envolvendo cerca de 40% da população mato-grossense e de 42% de toda a produção estadual, é o maior pólo de consumo, produção e distribuição de Mato Grosso; concentra as principais faculdades e universidades; tem as principais indústrias e outros empreendimentos que representam 80% do setor no Estado; conta com um complexo de infra-estrutura que abriga a Usina de Manso, o Gasoduto Bolívia-Cuiabá e um aeroporto internacional; e o maior entroncamento rodoviário (BR-070, BR-163 e BR-364).
Some-se a isso o fato de a Grande Cuiabá contar, ainda, com o maior centro de convergência de cargas do Estado, além da Estação Aduaneira do Distrito Industrial, já instalada e em pleno funcionamento. “Essa infra-estrutura, associada à alternativa de escoamento mais barata pela ferrovia, garante a implantação de uma política para suprir os 45% de área agricultável na Baixada Cuiabana, principalmente, para a área de hortifrutigranjeiros, atendendo à demanda do mercado consumidor, além de viabilizar alternativa para o mercado externo”, observa Francisco Vuolo.
Para o presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, o resultado do encontro com Bernardo Figueiredo, nesta quarta-feira, será muito importante para o avanço do trabalho do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá.
O assessor especial da ministra-chefe da Casa Civil está na iminência de assumir a presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entidade que representas as concessionárias privadas de ferrovias. Seu nome deverá se aprovado em breve pelo Senado Federal. Figueiredo é um homem de confiança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No Palácio do Planalto, vinha acompanhando de perto questões do setor, como as conversas com empresários para acelerar grandes obras rodoviárias e as questões sobre a renegociação do contrato com a ALL para o prolongamento da Ferronorte.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fórum pede a Ministério agilidade de execução de ferrovia até Cuiabá

Olhar Direto/Assessoria
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, vereador Francisco Vuolo (PR), solicitou ontem ao Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, agilidade na execução do projeto que incluiu no traçado da Ferronorte o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá. Além disso, ele pediu que o estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) seja apresentado o mais breve possível ao IBAMA para apreciação e aprovação. “As obras de construção dos trilhos entre Alto Araguaia e Rondonópolis serão iniciadas neste ano. Queremos aproveitar a oportunidade e incluir no projeto o traçado até Cuiabá, cujos estudos estão orçados em R$ 4 milhões”, afirmou Vuolo, salientando que esse valor entrará no montante global da obra entre Alto Araguaia e Rondonópolis, orçada em R$ 640 milhões. Vuolo explicou que a gestão do Fórum é garantir que o traçado chegue a Cuiabá, passando por Santo Antônio de Leverger, a partir do entroncamento da BR-163. “Este é um pleito que o Fórum defende desde 1999 e a empresa concessionária ALL (América Latina Logística S.A) insiste em se manter em silêncio. Diante da nova realidade referente a investimentos em infra-estrutura, iniciada através do PAC, precisamos de uma definição técnica e política urgente. Pois a chegada aos trilhos em Cuiabá terá um impacto extremamente positivo na geração de emprego e renda para a Baixada Cuiabana”, afirmou. Através de um documento entregue ao ministro Nascimento e ao diretor-presidente do Departamento Nacional de Infra-estrutura dos Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, Vuolo ressaltou a importância da região, que agrega 40% da população e cerca de 42% da produção estadual, sendo o maior pólo de consumo, concentração de universidades, indústrias e complexo de infra-estrutura. “O Fórum continuará a fazer gestões técnicas e políticas, em níveis estadual e federal, para avançar na consolidação desta obra. Nesse sentido, destacamos a participação e o empenho de Luiz Antônio Pagot, que além de ocupar um cargo estratégico, sabe da importância da chegada dos trilhos até Cuiabá”, afirmou.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

ALL admite devolver concessão de trechos ao governo federal


Da Reportagem
Diário de Cuiabá
A América Latina Logística (ALL) admitiu ontem rever alguns dos principais pontos da concessão da Ferronorte – inclusive, abrir mão do contrato com o governo federal - para garantir a expansão dos trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo até Cuiabá. A decisão foi anunciada na tarde de ontem, durante audiência pública, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal. A audiência, proposta pelo presidente do Fórum Pró-Ferrovia, vereador Francisco Vuolo (PR), discutiu a viabilidade da construção e operação do trecho da estrada de ferro entre Alto Araguaia, Rondonópolis e Cuiabá. O trajeto total da Ferronorte é de cinco mil quilômetros, interligando o Centro-Oeste e a Amazônia Legal ao Sul do Brasil. Vuolo festejou a decisão da ALL e revelou que, além da disposição da companhia de achar uma saída para o impasse que impede a retomada das obras, o governo federal, por meio da Casa Civil, sinalizou positivamente para a garantia de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a realização dos estudos de impactos ambientais e da construção da estrada de ferro no trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, de 210 quilômetros. O assessor especial da Casa Civil, Bernardo Figueiredo, que participou da audiência, revelou que a União também estuda a ruptura do contrato de concessão da Ferronorte para garantir a expansão da ferrovia, mas busca um acordo com a própria concessionária. O diretor financeiro da ALL, Sérgio Pedreiro, garantiu que a companhia está disposta até a devolver a concessão da Ferronorte, caso isso seja a solução para que os recursos públicos garantam a ferrovia até a capital mato-grossense. Em relação ao trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, Pedreiro lembrou que o custo de construção dos trilhos é de R$ 600 milhões e que o cronograma de conclusão dessa obra será entregue até 2008.

Ponte Férrea - Transporte de passageiro Cuiabá-Rondonópolis



Vuolo aproveitou a oportunidade para defender a implantação do transporte de passageiros entre Cuiabá e Rondonópolis, com a construção do trecho entre as duas cidades. Segundo ele, o Ministério dos Transportes já estuda essa viabilidade em várias cidades que têm infra-estrutura ferroviária. A exemplo do setor aéreo, Vuolo pretende criar uma “ponte férrea” entre a Capital e Rondonópolis. Ainda durante a audiência na Câmara Federal, o secretário-executivo do BNDES, Luciano Siani Pires, disse que a obra do trecho da Ferronorte entre Alto Araguaia e Rondonópolis é altamente rentável e que a instituição se dispõe a financiar o investimento, que será feito pela ALL. Segundo Pires, o banco monta uma “engenharia financeira” com esse objetivo. Os juros serão baixos e o retorno da ALL será feito apenas com a renda resultante de fretes realizados nesse trecho adicional. Além do vereador Francisco Vuolo e do deputado Wellington Fagundes, participaram da audiência pública o prefeito Wilson Santos (PSDB), representantes da OAB-MT, Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), Federação Mato-grossense de Agricultura e Pecuária (Famato) e da Associação dos Empresários do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic).

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Audiência na Câmara Federal discute saída para retomar obras da ferrovia


Da Redação
As alternativas políticas, técnicas e jurídicas para a retomada das obras de construção da Ferrovia Senador Vicente Vuolo – especificamente, no trecho entre Alto Araguaia, Rondonópolis e Cuiabá - serão discutidas durante uma audiência pública, na quarta-feira (10.10), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal.
De acordo com o presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, vereador Francisco Vuolo (PR), a audiência em Brasília será o complemento de um encontro realizado no começo de setembro, no Palácio Paiaguás, quando a entidade reuniu o governador Blairo Maggi (PR), os deputados federais Wellington Fagundes (PR) e Eliene Lima (PP), secretários de Estado e órgãos ligados ao setor. Nessa ocasião, um dos pontos discutidos foi a formação de uma força-tarefa, motivada pela base política do Estado, para exigir que a estrada de ferro chegue a Cuiabá. Em Mato Grosso, os trilhos chegaram a Alto Araguaia (415 km ao Sul da Cuiabá), onde foi construído o terminal graneleiro.
A audiência na Câmara deverá contar com a presença de representantes da América Latina Logística (ALL), a empresa que detém a concessão das obras e que é considerada o principal entrave à chegada da estrada de ferro na Capital mato-grossense. Na ocasião, estará em discussão uma proposta do governador Blairo Maggi, defendida em Cuiabá, de se desmembrar a concessão da ferrovia, pois ele acha que a ALL não tem interesse em prosseguir as obras até Rondonópolis e a Capital.
A saída para o impasse, segundo o governador, é de caráter político. E sugere o desmembramento da concessão do trecho Alto Araguaia-Rondonópolis-Cuiabá, com a criação de um novo aditivo ao projeto inicial e a entrega dessa concessão à Valec, sociedade anônima ligada ao Governo Federal e com “know-how” em infra-estrutura ferroviária.
Na semana passada, um novo ingrediente foi adicionado à questão: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ameaçou cassar a concessão da Ferronorte Rondonópolis à ALL, notadamente em relação à retomada das obras e à definição de um prazo para a conclusão dos trabalhos. A ministra alertou ainda que os trabalhos estão paralisados e que há riscos de o cronograma não ser cumprido. O prazo da concessão à empresa é de 90 anos, mas já está sob análise da área jurídica do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).