terça-feira, 31 de julho de 2007

Lula garante conclusão da ferrovia através do PAC Transportes



Várzea Grande, 31/07/2007 - 18:15. Da Redação - Site O Documento


O presidente Lula garantiu hoje, durante o lançamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para saneamento e urbanização em Mato Grosso, que o Governo Federal vai estudar a possibilidade da inclusão do trecho Rondonópolis-Cuiabá, da Ferrovia Senador Vuolo, no PAC transporte. “O pacote de investimentos para o transporte será fechado em setembro e não vejo problemas para a inclusão desse trecho, já que temos recursos suficientes para isso”, afirmou.
Durante discurso, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu que a os recursos para a construção da ferrovia até Rondonópolis já estavam previstos no PAC. Segundo Dilma, além da ferrovia, o Governo Federal destinará recursos também para recuperação das rodovias federais em Mato Grosso. “Através do PAC o Estado vai se beneficiar no setor de transporte, ganhando rodovias de qualidade, e a ferrovia”, afirmou.
O governador Blairo Maggi ressaltou a iniciativa do Governo Federal em investir na infra-estrutura como forma de compensar a distância de Mato Grosso dos grandes portos de exportação, mas lembrou que a solicitação inicial, principalmente com o apoio do Fórum Pró-Ferrovia, era que os trilhos chegassem até Cuiabá. “Serão bem-vindos os investimentos estruturais, principalmente com a chegada desse novo modal no Estado, que é a Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Mas é necessário que o Governo Federal consiga incluir o trecho até a Capital”, informou.
Maggi ratificou a atitude do Governo Federal na participação da VALEC (Engenharia, Construções e Ferrovias), empresa controlada pela União, e disse que se não fosse possível fazer mais investimentos através da iniciativa privada para a construção dos trilhos até Cuiabá, que isso fosse feito pela VALEC.
Para o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, a iniciativa do Governo Federal não é apenas um investimento no Estado, mas também a concretização de um sonho da população e dos produtores de Mato Grosso. “Vamos trabalhar junto com o governador Blairo Maggi para trazer o presidente da Valec até Cuiabá e realizarmos um estudo de investimentos. Com certeza, após a posição de hoje do presidente Lula, a Ferrovia Senador Vuolo será concretizada com os trilhos chegando até Cuiabá”, afirmou.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Norte-Sul pode ter interseção com Ferronorte


30/07/2007 - NetMarinha.com.br
A pedido da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, a Ferrovia Norte-Sul poderá ter uma interseção com a Ferronorte, em Santa Fé, no Estado de São Paulo. O estudo de viabilidade econômica para estender a ferrovia, passando por Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, entre outros municípios goianos, já está sendo realizado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., que detém a concessão para construção e operação da via férrea.
O superintendente regional da Valec, Fernando Castilho, afirmou que o estudo está em fase preliminar, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2008. "Não temos conclusões preliminares, mas a premissa é que o projeto vai ter viablidade sim, vai agregar carga de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul", disse Castilho. Embora a interseção não tenha ainda um traçado definido, sua extensão está projetada em 585 quilômetros.
Ele explicou que para dar continuidade a construção da ferrovia será feito um edital de subconcessão previsto para o mês de agosto. O valor mínimo é de R$ 1,478.205 bilhão e três empresas estão pré-qualificadas: a Vale do Rio Doce, a RG Engenharia Limitada e a Alvorada Serviços de Engenharia Limitada. "Esse é o valor mínimo de outorga, concretizado em base de estudos, e quem ganhar será o futuro operador da subconcessão", comentou Castilho. A concessao parte do trecho de Açailandia, no Maranhão, até Palmas, em Tocantins, e tem 719 quilômetros.
Outras diretrizes da empresa visarama expansão da operação do trecho ferroviário Açailândia-Aguiarnópolis, nos Estados do Maranhão e do Tocantins, a partir dos Pátios Multimodais de Imperatriz, Porto Franco e de Aguiarnópolis. Castilho explicou que a obra foi concluída em 2005 e que a Vale do Rio Doce assinou um contrato de operação. "Ainda é preciso a cessão da área para fomentar as instalação de futuras empresas para que possa entrar em operação", comentou Castilho.
A movimentação de carga da Ferrovia Norte-Sul, quando tiver implementada em 2010 é de 8,9 milhões de toneladas por ano, no trecho de Açailândia vai até Palmas. Para 2020, esse mesmo trajeto tem uma expectativa de movimentação de 25 milhões de toneladas. A Valec recebeu até o momento R$ 17 milhões e mais um adicionar no orçamento de R$ 300 milhões para tocar as obras de infra-estrutura.
As cidades Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde foram inseridas nos estudos de viabilidade para construção de ramais, proporcionando escoamento da safra agrícola e madeireira via porto de Itaqui (MA). O ramal setentrional desta ferrovia, que ligará Miracema (TO) à região Centro-Norte de Mato Grosso. O estudo está sendo desenvolvido pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).
O direito da passagem universal, ou seja, de qualquer trem trafegar por qualquer malha, sem restrições é considerado por Castilho o modelo ideal para o transporte ferroviário brasileiro. Além da Ferrovia Norte-Sul, a Valec também está estudando a interseção de Santa Fé e o trem de alta velocidade entre o Rio e São Paulo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Fórum Pró-Ferrovia se reunirá com Maggi para cobrança de prazos


Paulo Basílio - Diretor da ALL
Redação 24HorasNews

O Fórum Pró-ferrovia em Cuiabá, que trabalha para chegada da Ferrovia Senador Vuolo até a Capital, solicitou esta semana uma audiência com o governador Blairo Maggi (PR). Na reunião o Fórum pretende definir algumas ações junto ao Governo para pressionar a empresa controladora da ferrovia, América Latina Logística (ALL), a estabelecer prazos para a chegada dos trilhos até Rondonópolis e Cuiabá. “Atribuímos essa situação à falta de elementos legais para pressionarmos a ALL, que está em uma situação muito cômoda, pois só têm direitos e quase nenhuma obrigação. Além do mais, a ALL está faturando muito com a concessão da ferrovia sem ter a responsabilidade de prazo para investimentos em novos trechos", declarou o presidente do Fórum, Francisco Vuolo. O Fórum quer discutir com Maggi os pontos avaliados como cruciais para o avanço dos trilhos, que atualmente estão em Alto Araguaia, passando antes por Alto Taquari. Entre eles estão a instituição no contrato de concessão da ALL além de prazos para execução das obras, a criação de uma agência reguladora do preço do frete, a inserção do trecho Cuiabá-Rondonópolis no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o convite ao presidente da VALEC para uma reunião em Cuiabá. “Gostaríamos que o governador formalizasse o convite para que a direção da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A venha até Cuiabá. Na audiência que tivemos em Brasília solicitada pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), o presidente da VALEC, José Francisco das Neves, sinalizou o interesse do Governo Federal em investir em nosso Estado", ressaltou Vuolo. Sobre a falta de investimento da ALL na construção da Ferrovia Senador Vuolo, o presidente do Fórum não descartou a possibilidade de ingressar judicialmente para conseguir avanços e ressaltou que a OAB-MT, que é integrante do movimento, estuda os elementos legais para agir nesta causa. Vuolo afirmou que a concessão de exploração foi autorizada desde 1989 com prazo de validade por 90 anos. No entanto, somente 10% dos cinco mil quilômetros da qual a concessionária tem direito foi executado, ligando Aparecida do Taboado (MS) a Alto Araguaia (MT). “Sem ter prazos definidos para conclusão das fases do projeto, o contrato se torna vantajoso apenas para um lado, pois a ALL construirá um novo trecho ferroviário quando quiser”, disse. A respeito da criação da agência reguladora de frete do transporte ferroviário, o presidente do Fórum apontou que os preços cobrados atualmente pela ALL são abusivos, chegando a custar 95% do valor praticado no frete rodoviário. "Nacionalmente, o preço do frete ferroviário é, no mínimo, 40% mais barato que o rodoviário. Precisamos que esses valores também sejam praticados aqui em Mato Grosso, principalmente para desonerar a classe produtiva, que sente o impacto desse ônus", afirmou.

Fórum quer definir valor do frete e chegada de ferrovia a Rondonópolis


Midianews
Assessoria

O Fórum Pró-ferrovia em Cuiabá, que trabalha para chegada da Ferrovia Senador Vuolo até a Capital, solicitou esta semana uma audiência com o governador Blairo Maggi (PR). Na reunião o Fórum pretende definir algumas ações junto ao Governo para pressionar a empresa controladora da ferrovia, América Latina Logística (ALL), a estabelecer prazos para a chegada dos trilhos até Rondonópolis e Cuiabá.

“Atribuímos essa situação à falta de elementos legais para pressionarmos a ALL, que está em uma situação muito cômoda, pois só têm direitos e quase nenhuma obrigação. Além do mais, a ALL está faturando muito com a concessão da ferrovia sem ter a responsabilidade de prazo para investimentos em novos trechos", declarou o presidente do Fórum, Francisco Vuolo.

O Fórum quer discutir com Maggi os pontos avaliados como cruciais para o avanço dos trilhos, que atualmente estão em Alto Araguaia, passando antes por Alto Taquari. Entre eles estão a instituição no contrato de concessão da ALL além de prazos para execução das obras, a criação de uma agência reguladora do preço do frete, a inserção do trecho Cuiabá-Rondonópolis no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o convite ao presidente da VALEC para uma reunião em Cuiabá.

“Gostaríamos que o governador formalizasse o convite para que a direção da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A venha até Cuiabá. Na audiência que tivemos em Brasília solicitada pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), o presidente da VALEC, José Francisco das Neves, sinalizou o interesse do Governo Federal em investir em nosso Estado", ressaltou Vuolo.

Sobre a falta de investimento da ALL na construção da Ferrovia Senador Vuolo, o presidente do Fórum não descartou a possibilidade de ingressar judicialmente para conseguir avanços e ressaltou que a OAB-MT, que é integrante do movimento, estuda os elementos legais para agir nesta causa.

Vuolo afirmou que a concessão de exploração foi autorizada desde 1989 com prazo de validade por 90 anos. No entanto, somente 10% dos cinco mil quilômetros da qual a concessionária tem direito foi executado, ligando Aparecida do Taboado (MS) a Alto Araguaia (MT). “Sem ter prazos definidos para conclusão das fases do projeto, o contrato se torna vantajoso apenas para um lado, pois a ALL construirá um novo trecho ferroviário quando quiser”, disse.

A respeito da criação da agência reguladora de frete do transporte ferroviário, o presidente do Fórum apontou que os preços cobrados atualmente pela ALL são abusivos, chegando a custar 95% do valor praticado no frete rodoviário. "Nacionalmente, o preço do frete ferroviário é, no mínimo, 40% mais barato que o rodoviário. Precisamos que esses valores também sejam praticados aqui em Mato Grosso, principalmente para desonerar a classe produtiva, que sente o impacto desse ônus", afirmou.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Parceria poderá viabilizar retomada (1)


Valec será convidada no próximo mês para uma reunião em Cuiabá. Fórum Pró-ferrovia protocolou ontem pedido de audiência com o governador Blairo Maggi


MARCONDES MACIEL

Da Reportagem - Diário de Cuiabá


A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A poderá formar parceria com a América Latina Logística (ALL), empresa que controla a ferrovia Senador Vicente Vuolo (antiga Ferronorte), visando à retomada das obras – que estão paralisadas em Alto Araguaia há quatro anos - até Rondonópolis e Cuiabá. A Valec é uma sociedade anônima, fechada, controlada pela União e supervisionada pelo Ministério dos Transportes. Ontem, o Fórum Pró-ferrovia protocolou pedido de audiência com o governador Blairo Maggi, com o objetivo de discutir alguns pontos sobre a ferrovia e a formalização de um convite à Valec para uma reunião em Cuiabá, quando o governo do Estado deverá anunciar seu apoio à concretização da parceria com a ALL. O coordenador do Fórum, Francisco Vuolo, esteve reunido recentemente em Brasília com o presidente da Valec, José Francisco, e notou o interesse da empresa pela construção da ferrovia em Mato Grosso. “O presidente da Valec demonstrou grande interesse pela parceria com a ALL, mas sozinha a empresa não pode exercer nenhuma ação. É preciso que haja uma decisão política, por isso estamos apostando na intervenção do governador Blairo Maggi para que seja feito um convite oficial à direção da empresa”, pondera Vuolo. Segundo ele, a ALL tem o controle total sobre a ferrovia, mas está priorizando seus investimentos em obras já existentes, como a reestruturação e melhoria de portos. “O que queremos é que a empresa dê prioridade à retomada das obras. Com a chegada da Valec, acreditamos que isto irá ocorrer”.

Parceria poderá viabilizar retomada de obras (2)

26/07/2007 - Diário de Cuiabá (MT)
DELIBERAÇÕES – Na audiência solicitada com o governador, que poderá ocorrer no próximo mês, o Fórum Pró-ferrovia pretende ainda apresentar o resultado da última audiência realizada na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), que tomou algumas deliberações sobre a ferrovia.
A primeira é sobre a ampliação dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contempla investimentos no projeto ferroviário somente até Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá). “Já estivemos em Brasília e colhemos a assinatura de toda a bancada, reivindicando que os financiamentos para a ferrovia, com juros subsidiados, se estendam ao trecho Rondonópolis-Cuiabá”. Para o trecho Alto Araguaia-Rondonópolis, o PAC prevê investimentos de R$ 500 milhões.
A segunda deliberação do Fórum será o questionamento em relação à concessão da ALL para explorar a ferrovia. A concessão, assinada em 1989, não define o prazo para a conclusão da obra. “A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que faz parte do Fórum, está estudando o contrato de concessão da ALL. Queremos que neste contrato esteja definido o prazo para o término da obra”, disse Vuolo, lembrando que a proposta do Fórum é de que a obra seja concluída num prazo máximo de 10 anos até Cuiabá.
O Fórum deverá também cobrar da ALL a criação de um agente regulador de preços do frete para a ferrovia, “nos moldes dos que já existem para o telefone (Anatel) e energia (Aneel)”. O Fórum quer que a ferrovia adote preços compatíveis e garanta uma boa diferença em relação aos preços do transporte rodoviário. “Os produtores precisam conhecer a política de preços da ALL para definir de que forma escoar a safra”, argumenta.
NORTE-SUL - A Valec tem concessão para a construção e operação da Ferrovia Norte-Sul, cujo traçado, com extensão de 1,98 mil quilômetros, começa em Belém, no Pará, e segue até o município de Senador Canedo, em Goiás.
O próprio governo federal prevê a construção do ramal setentrional da ferrovia Norte-Sul, que ligará Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao médio norte de Cuiabá) a Miracema do Norte (TO), surgindo como opção mais viavél ao escoamento da produção agrícola do médio norte mato-grossense.
A concessionária federal tem a responsabilidade de elaborar estudos de viabilidade para a expansão da malha ferroviária.

Obras estão paradas em Alto Araguaia (MT) há quatro anos


Da Reportagem
Diário de Cuiabá
A ferrovia Vicente Vuolo se encontra com suas obras paralisadas em Alto Araguaia desde 2003. Até agora, foram investidos cerca de R$ 1,5 bilhão na construção de 500 quilômetros de trilhos desde a divisa com São Paulo, em Aparecida do Taboado, até Alto Araguaia (430 quilômetros ao sudoeste de Cuiabá). Foram construídos também quatro terminais ferroviários - em Inocência e Chapadão do Sul (MS), e Alto Taquari e Alto Araguaia (MT) - além da ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná, interligando Mato Grosso a São Paulo. Para a ferrovia chegar até Cuiabá são necessários mais R$ 1,2 bilhão em investimentos. Deste total, R$ 700 milhões serão aplicados no trecho de 260 quilômetros entre Alto Araguaia e Rondonópolis, e o restante (R$ 500 milhões) no trecho Rondonópolis-Cuiabá, de 210 quilômetros. TRAÇADO ORIGINAL - O Fórum Pró-ferrovia defende a implantação do traçado original, que prevê a ligação ferroviária entre Cuiabá e Rondonópolis, passando por Santo Antônio de Leverger. “Já apresentamos à ALL a sugestão de aproximar os trilhos de Jaciara e Juscimeira sem deixar de passar por Santo Antônio de Leverger, mas passando pela reserva indígena Teresa Cristina, a uma distância de pelo menos 20 quilômetros. Com isto, vamos maximizar as potencialidades turísticas da região e fomentar o transporte através da ferrovia”, sustenta Vuolo. A reserva foi obstáculo para a continuidade das obras em 1998, quando o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) foi apresentado pela então controladora da ferrovia, a Ferronorte. O projeto, naquela ocasião, previa a passagem dos trilhos a uma distância de apenas cinco quilômetros da reserva, o que acabou provocando o embargo da obra. Vuolo disse que a expectativa é de que os trilhos cheguem a Cuiabá e, a partir daí, sigam o seu trajeto para Porto Velho (RO) e Santarém (PA). VALEC - De acordo com seu estatuto social, cabem à Valec a realização, coordenação e direção de estudos e ações de fomento, para a região do Brasil Central, em serviços de planejamento econômico, financeiro e administrativo de engenharia, consultoria e assistência técnica, construção, operação, exploração de ferrovias e sistemas de interligação com outras modalidades de transportes, além da implantação e operação de sistemas de armazenagem, transferência e manuseio de produtos e bens a serem transportados. (MM)