sexta-feira, 1 de março de 2013
Com inauguração para abril, terminal ferroviário terá hotel e novo shopping center
De Rondonópolis - Giselle Saldanha
Olhar Direto/Agência Pauta Pronta
As obras do Terminal Intermodal de Rondonópolis entraram em fase final e a previsão é de que sejam concluídas até o final de março. A inauguração, segundo informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da América Latina Logística (ALL) em Mato Grosso, deve ocorrer na primeira quinzena de abril.
Os trilhos, a terraplanagem do complexo e todo o sistema de drenagem subterrânea já foram concluídos. O trabalho que conta diretamente com 520 colaboradores, agora está focado no término da estrutura que compõem tulha de carregamento, moega, armazém, pátio de estacionamento e classificação.
O Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), com investimentos de R$ 700 milhões, será o maior terminal intermodal do país. A obra ocupará 400 hectares e irá disponibilizar numa área de 230 mil metros quadrados um centro comercial, pátio para estacionamento de caminhões e um posto de abastecimento. No Centro Comercial está prevista a construção de um Shopping Center para atender tanto caminhoneiros como a população da região de Rondonópolis, além de contar com lojas comerciais e de serviços (bancos, farmácias, mercados, chaveiros, copiadoras), praça de alimentação, setor de serviços públicos e um hotel com 100 quartos. Com toda essa estrutura, o CIR irá gerar 3 mil vagas de trabalho.
O posto de abastecimento comportará circulação de 1,5 mil caminhões/dia, oferecendo serviços de borracharia, oficina e conveniência. O pátio de estacionamento, com área de 162 mil metros quadrados, terá em sua operação uma pré-triagem dos caminhões para facilitar entrada e saída de caminhões e de pessoas, além de possuir em sua infraestrutura, áreas de apoio para motoristas com banheiros equipados com áreas de banho e uma área de refeitório.
Divisor de águas - A chegada dos trilhos da Ferronorte é vista como um divisor de águas pela promessa de bombar o desenvolvimento econômico da região, principalmente no agronegócio, por facilitar o escoamento da produção agropecuária. O maior impacto para o setor é na redução do custo do frete. Em geral, o transporte ferroviário é 25% a 30% mais econômico que do que o rodoviário.
A capacidade de carga será de 120 vagões em 6 horas, com operações independentes de carga e descarga e um sistema duplo de carregamento ferroviário, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes.
Os dois terminais, de Itiquira e Rondonópolis, deverão carregar até 15 milhões de toneladas por ano até 2015.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Vuolo diz que aguarda liberação do Ibama para ferrovia
Flávia Borges, repórter do GD - Gazeta Digital
O secretário extraordinário da Copa (Secopa), Francisco Vuolo, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, na Rede Record, nesta segunda-feira (11), que aguarda apenas a vistoria do Ibama para liberar o terminal ferroviário de Rondonópolis.
“Estamos esperando apenas a vistoria do Ibama, que é quem cuida das liberações ambientais, e isso deve acontecer ainda em março. Após a vistoria, já teremos em um prazo de dois meses a liberação da licença operacional, quando oficialmente o trem poderá operar a partir de Rondonópolis. A expectativa é que até abril ocorra um grande evento para poder comemorar a chegada dos trilhos até Rondonópolis”.
Segundo Vuolo, as obras da ferrovia foram retomadas em 2008. “A ferrovia é construída em etapas. Conseguimos em 2008 a retomada das obras. Avançou de forma muito rápida, chegou a Itiquira em 2011 e já está prevista ainda para este semestre a inauguração do Terminal em Rondonópolis. Logo em seguida, na próxima etapa, nós teremos a ferrovia em Cuiabá”, garantiu o secretário.
Vuolo diz ainda que Mato Grosso é um estado muito grande e que precisa de um planejamento. “Costumo dizer que o estado de Mato Grosso é um estado extremamente rico, com 903 mil quilômetros quadrados, onde cabem três Itália. Por aí podemos dimensionar o tamanho da nossa representatividade. Com isso nós não podemos pensar exclusivamente em uma ferrovia. Mato Grosso precisa pensar em uma malha ferroviária, em um plano de logística”.
Ele defende ainda a ampliação da rede ferroviária. “Precisamos não só fazer com que a ferrovia chegue a Cuiabá, mas que avance até Santarém, Porto Velho. Precisamos também da ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que corta o estado de leste a oeste, ligando Lucas do Rio Verde até Uruaçu, em Goiás. Com isso, com outros modais sendo fortalecidos, com ferrovias e hidrovias, aí sim nós teremos um estado forte e nas condições adequadas para fazer com que cada vez mais possamos ser representativos não só em nível nacional, mas também em nível mundial”.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
UM PEDAÇO DA HISTÓRIA
A América Latina Logística (ALL) e o Minístério dos Transportes assinam, em Brasília, um aditivo contratual que fixa prazos e estabelece responsabilidades para a construção do trecho da Ferronorte entre os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis, tramo considerado fundamental para o escoamento da crescente safra agrícola mato-grossense.A informação é do vereador Francisco Vuolo (PR), que preside o Fórum Pró-Ferrovia de Cuiabá, e que, a exemplo de seu pai, o ex-senador Vicente Vuolo (já falecido), defende com veemência ímpar a passagem da ferronorte pela capital mato-grossense. "O aditivo é muito importante porque vai garantir metas e prazos para este segundo trecho em Mato Grosso, que é um passo vital para que possamos garantir, de uma vez por todas, que a ferronorte vai passar por Cuiabá", disse Vuolo, para o Olhar Direto.O aditivo será assinado pelo ministro Alfredo Nascimento (Transporte) e pelo presidente da América Latina Logística. Bernardo Hees, segundo informou a assessoria parlamentar de Francisco Vuolo, às 15h.
O termo aditivo de contrato garantirá a retomada das obras de implantação dos trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo em Mato Grosso e o prolongamento da estrada de ferro até a capital mato-grossense já com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do traçado. No aditivo serão definidos prazos para que a empresa - maior operadora logística com base ferroviária da América Latina – conclua as obras no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, numa extensão de 220 quilômetros. A previsão é de que essas obras terminem em 2010, de acordo com cronograma do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pela, então, ministra Dilma Roussef (Casa Civil). Segundo o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, vereador Francisco Vuolo (PR), a assinatura do termo aditivo com a ALL, na prática, obriga a empresa a cumprir prazos quanto à retomada das obras no Sul de Mato Grosso.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Ferronorte avançará para Cuiabá graças a indústria
NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Industrialização ajudará levar Ferronorte até Cuiabá
13/01/2013 - A Gazeta (MT)
A chegada da Ferronorte a Cuiabá a partir do terminal ferroviário de Rondonópolis só ocorrerá se for vencido um desafio. O governo de Mato Grosso precisa encontrar sustentação para contrapor os custos do transporte ferroviário, vencidos pelo tradicional modal rodoviário que é mais viável economicamente no trecho de aproximadamente 220 quilômetros (Cuiabá/Rondonópolis). Esse ponto especificamente está barrando o andamento do projeto, assumido pelo governador Silval Barbosa (PMDB) junto à Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). A saída seria a industrialização do polo da Baixada Cuiabana e a carga retorno. A revelação é do professor doutor Luiz Miguel de Miranda, do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte (NELT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), um dos responsáveis pela confecção de estudos da Ferronorte.
O Estado e o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, rebatem as ponderações, ao alegar a plena viabilidade econômica do traçado até a capital. Estudo que comprova a sustentabilidade da implantação da ferrovia, segundo Vuolo, está prestes a ser apresentado e deverá garantir evolução das ações. Secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, assegura nova investida do governador junto à ANTT e governo federal, para conclusão dos planos. Nadaf também ressalta as ações de industrialização da Capital, que estariam em franco andamento e dentro da política instituída por Silval Barbosa de transformar Mato Grosso em polo industrial.
As ponderações do professor e especialista no assunto, Luiz Miguel de Miranda, demonstram, ao contrário das argumentações do Executivo e do Fórum Pró-Ferrovia, um panorama temeroso do ponto de vista da aplicação na íntegra das exigências. Ele acaba de lançar o livro "Sistemas de Transportes e Intermodalidade - Corredores de Transporte em Mato Grosso". É um apanhado completo do sistema de transporte, com pontuações no mínimo de alerta, descrições e características de modais, vantagens e desvantagens além de direcionamentos sobre o que deve ser feito para melhoria da seara. Com experiência no tema, Miguel permeia as vertentes que decorrem do modal ferroviário, que se transformou em bandeira do governador do Estado no início de 2011, quando assumiu o comando de Mato Grosso.
Ele integra o grupo de estudos formado entre a UFMT e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com expertise na área, para formatação dos estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental, com execução do Eia Rima, Estudo de Impacto Ambiental da Ferronorte. Em 2012, houve compromisso feito em Cuiabá pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, de que seria concluído o trecho da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá. De lá para cá, como explicou o professor, a proposta está "parada" na ANTT.
Para garantir a chegada dos trilhos à capital, Mato Grosso precisa comprovar por meio de estudos, a viabilidade econômica do projeto, com investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão a ser capitaneado por investidores da China. Eles já confirmaram interesse sobre o projeto junto ao Executivo. O problema que tem tirado o sono de especialistas e mais especificamente do professor Miguel, é encontrar sustentação real para rebater as vantagens do modal rodoviário, sobre o ferroviário. Estudos apontam que em trecho de até 500 quilômetros é mais vantajoso o transporte via caminhões. A extensão entre Cuiabá e Rondonópolis é de 220 quilômetros. É preciso, aos olhos de Miguel, viabilizar vantagens, como a garantia da carga retorno e de um polo macro industrial. O distrito industrial ainda paira sobre modelo incipiente.
Mato Grosso, dada à extensão territorial, tem um dos maiores custos logísticos do país. Despesas relativas ao escoamento da produção serão reduzidas com a prevista inauguração do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, ainda no primeiro semestre deste ano, com investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões em área de 380 hectares.
Se chegar a Cuiabá, a ferrovia poderá ser estendida em etapa posterior, chegando a Santarém, em investimento estimado em R$ 10 bilhões. O escoamento via portos da região Norte do país deverá ser de 15 a 20 milhões de toneladas de grãos por ano, quando o sistema estiver em pleno funcionamento.
Se solucionado o impasse da viabilidade econômica, o Estado pode obter ainda mais vantagens a partir da interligação de modais de transporte. Essa seria, como destaca Miguel, a melhor alternativa para maximizar o potencial econômico da cadeia produtiva de Mato Grosso, por meio do elo chave de transporte: rodovias, ferrovias e hidrovias.
O Estado e o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, rebatem as ponderações, ao alegar a plena viabilidade econômica do traçado até a capital. Estudo que comprova a sustentabilidade da implantação da ferrovia, segundo Vuolo, está prestes a ser apresentado e deverá garantir evolução das ações. Secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, assegura nova investida do governador junto à ANTT e governo federal, para conclusão dos planos. Nadaf também ressalta as ações de industrialização da Capital, que estariam em franco andamento e dentro da política instituída por Silval Barbosa de transformar Mato Grosso em polo industrial.
As ponderações do professor e especialista no assunto, Luiz Miguel de Miranda, demonstram, ao contrário das argumentações do Executivo e do Fórum Pró-Ferrovia, um panorama temeroso do ponto de vista da aplicação na íntegra das exigências. Ele acaba de lançar o livro "Sistemas de Transportes e Intermodalidade - Corredores de Transporte em Mato Grosso". É um apanhado completo do sistema de transporte, com pontuações no mínimo de alerta, descrições e características de modais, vantagens e desvantagens além de direcionamentos sobre o que deve ser feito para melhoria da seara. Com experiência no tema, Miguel permeia as vertentes que decorrem do modal ferroviário, que se transformou em bandeira do governador do Estado no início de 2011, quando assumiu o comando de Mato Grosso.
Ele integra o grupo de estudos formado entre a UFMT e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com expertise na área, para formatação dos estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental, com execução do Eia Rima, Estudo de Impacto Ambiental da Ferronorte. Em 2012, houve compromisso feito em Cuiabá pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, de que seria concluído o trecho da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá. De lá para cá, como explicou o professor, a proposta está "parada" na ANTT.
Para garantir a chegada dos trilhos à capital, Mato Grosso precisa comprovar por meio de estudos, a viabilidade econômica do projeto, com investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão a ser capitaneado por investidores da China. Eles já confirmaram interesse sobre o projeto junto ao Executivo. O problema que tem tirado o sono de especialistas e mais especificamente do professor Miguel, é encontrar sustentação real para rebater as vantagens do modal rodoviário, sobre o ferroviário. Estudos apontam que em trecho de até 500 quilômetros é mais vantajoso o transporte via caminhões. A extensão entre Cuiabá e Rondonópolis é de 220 quilômetros. É preciso, aos olhos de Miguel, viabilizar vantagens, como a garantia da carga retorno e de um polo macro industrial. O distrito industrial ainda paira sobre modelo incipiente.
Mato Grosso, dada à extensão territorial, tem um dos maiores custos logísticos do país. Despesas relativas ao escoamento da produção serão reduzidas com a prevista inauguração do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, ainda no primeiro semestre deste ano, com investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões em área de 380 hectares.
Se chegar a Cuiabá, a ferrovia poderá ser estendida em etapa posterior, chegando a Santarém, em investimento estimado em R$ 10 bilhões. O escoamento via portos da região Norte do país deverá ser de 15 a 20 milhões de toneladas de grãos por ano, quando o sistema estiver em pleno funcionamento.
Se solucionado o impasse da viabilidade econômica, o Estado pode obter ainda mais vantagens a partir da interligação de modais de transporte. Essa seria, como destaca Miguel, a melhor alternativa para maximizar o potencial econômico da cadeia produtiva de Mato Grosso, por meio do elo chave de transporte: rodovias, ferrovias e hidrovias.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Chineses querem assumir obras da ferrovia até Cuiabá
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - Site MIDIANEWS
Um grupo de empresários chineses se reuniu com o governador Silval Barbosa (PMDB), na tarde desta quinta-feira (29), no Palácio Paiaguás, para discutir sobre a possibilidade de tocarem as obras da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) em Mato Grosso.DA REDAÇÃO - Site MIDIANEWS
A empresa ATI (Asian Trade & Investiments) tem interesse em dois trechos da ferrovia: de Rondonópolis (212 km ao Sul da capital) a Cuiabá, e de Cuiabá a Santarém, no Pará.
O traçado ainda será definido, mas deve ser próximo à BR-364/163, para diminuir o impacto ambiental.
O trecho entre Itiquira (357 km ao Sul) e Rondonópolis está em obras e deve ser concluído no começo de 2013. Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira.
No final do ano que vem, deve ser concluído o estudo de viabilidade, que está sendo realizado pelo Governo do Estado e Governo Federal, dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). As obras da ferrovia devem ser licitadas somente em 2014.
“Para garantir a viabilidade de trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, precisamos somente de cinco produtos: diesel, milho, soja, insumo para cimento e fertilizantes. E temos até mais produtos que esses para transportar”, disse o vereador Francisco Vuolo, que acompanha de perto a articulação para implantar a ferrovia em Mato Grosso.
O objetivo do grupo chinês, além de lucrar com a ferrovia, é baratear o transporte da produção mato-grossense até a China.
"Esse é um projeto estratégico para o Estado, e que vai trazer grande economia no frete da nossa produção. A China é o grande mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso, e tem interesse em reduzir o preço do produto”, disse o secretário de Logística Intermodal de Transportes, Edmilson dos Santos.
“O trecho entre Cuiabá e Santarém está numa região que é grande produtora de alimentos, e a China tem grande demanda de recursos e commodities agrícolas. Eles têm interesse em criar um caminho mais barato para a soja chegar na China”, disse o representante da ATI no Brasil, Anselmo Leal.
“Hoje, o custo de transporte da soja de Mato Grosso é três vezes maior que a média mundial. Então, os chineses entendem que, desenvolvendo logística, é possível conseguir produtos de qualidade do Mato Grosso a preço acessível”, completou.
Mudanças na concessão
Em agosto deste ano, o Governo Federal lançou um pacote do PAC contemplando ferrovias e criou um novo marco regulatório do setor. Os estudos de viabilidade do trecho Cuiabá-Santarém da Ferronorte foram incluídos nesse pacote.
O superintendente de Serviços de Transporte de Cargas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Noboro Ofugi, afirmou que as novas regras para construção de ferrovias no Brasil tornam o investimento mais atrativo.
“Estamos concluindo o estudo do novo marco regulatório brasileiro para ferrovias. Os próximos trechos da Ferronorte já serão construídos no novo modelo, que será semelhante ao das rodovias privatizadas. A empresa que detiver a concessão cobrará uma espécie de pedágio para que outras empresas usem os trilhos para transportar”, explicou.
Ele disse que o Governo separou o controle da gestão ferroviária, o controle de tráfego e a operação da ferrovia propriamente dita.
O representante da ATI, Anselmo Leal, disse que as novas regras trazem mais segurança com relação à garantia de retorno do investimento.
“Com a nova regulação, teremos mais conforto no quesito demanda. Antes, não tínhamos certeza da demanda, e agora ficar muito mais simples entender como será o negócio de fato”, afirmou.
domingo, 21 de outubro de 2012
Ministra de Dilma garante que ferrovia chega a Cuiabá
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - SITE MIDIANEWS
Em visita a Cuiabá, nesta semana, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o Palácio do Planalto está agilizando a assinatura de contrato para a execução dos estudos de viabilidade econômica e o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do trecho da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) entre Rondonópolis e a Capital.DA REDAÇÃO - SITE MIDIANEWS
Os estudos serão elaborados pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por meio de convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
“Levará cerca de um ano para fazer todos esses estudos e projetos, a partir dos quais será possível tomar a decisão da execução da obra. Com o índice de produção que temos em Mato Grosso, haverá viabilidade econômica para esse empreendimento”, disse a ministra, que esteve na cidade em ato de apoio à candidatura do vereador Lúdio Cabral (PT) a prefeito de Cuiabá.
Míriam Belchior informou que os projetos do trecho entre Cuiabá e Rondonópolis estão previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com o montante de R$ 15 milhões disponíveis.
“Já temos 266 quilômetros da Ferronorte prontos. A ferrovia deve chegar a Rondonópolis na virada de 2012 para 2013. Cerca de 60% da infraestrutura desse trecho estão prontos, e 30% da superestrutura”, disse.
Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao Sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira (a 357 km). O quarto terminal será o de Rondonópolis (a 212 km).
A concessionária responsável pelos trechos já licitados da ferrovia, a América Latina Logística (ALL), não demonstrou interesse em levar os trilhos além de Rondonópolis.
Após negociação com o Governo do Estado, a empresa abriu mão da concessão desses trechos, que, agora, está sob responsabilidade do Governo Federal.
Somente após a conclusão dos estudos e a comprovação da viabilidade econômica é que o Governo definirá o cronograma para implantação dos trilhos que trarão a ferrovia até Cuiabá.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Ferronorte deve escoar 15 milhões de toneladas na safra 2012/13
Globo Rural On-line
O superintende comercial da concessionária América Latina Logística, Leonardo Recondo Azevedo, afirmou durante simpósio sobre as obras rodoferroviárias da região Sul de Mato Grosso que a Ferrovia Senador Vicente Vuolo(Ferronorte) será responsável pelo escoamento de grande parte da safra 2012/13. “As obras estão dentro do cronograma e até o fim de 2012 a ferrovia chegará a Rondonópolis. Nosso objetivo é que no começo da nova safra os terminais já estejam em operação”, afirmou.
Também será finalizado até dezembro o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), com capacidade de carregamento de dez mil toneladas em seis horas. Para evitar o congestionamento dentro do pátio cada terminal destinará 25% da área para estacionamento.
Durante o simpósio foi discutida também a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná, que atenderá toda região Sul de Mato Grosso e apresenta o custo mais barato entre os modais de transporte. Mas, para dar andamento à obra, ainda é necessário o licenciamento ambiental. Os produtores rurais também discutiram a importância da duplicação das BR-163 e BR-364.
O produtor rural de Rondonópolis, Emerson Spigosso, disse que com a duplicação destas rodovias e com a Ferronorte parte dos problemas logísticos da região estarão solucionados. “Atualmente, por causa do alto fluxo de caminhões nas rodovias e falta de manutenção adequada, enfrentamos sérios problemas no escoamento da safra”, afirmou.
O produtor rural de Rondonópolis, Emerson Spigosso, disse que com a duplicação destas rodovias e com a Ferronorte parte dos problemas logísticos da região estarão solucionados. “Atualmente, por causa do alto fluxo de caminhões nas rodovias e falta de manutenção adequada, enfrentamos sérios problemas no escoamento da safra”, afirmou.
Para o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, a conclusão das obras ferroviárias na região Sul será uma vitória de toda sociedade. “Ganhará o produtor, o comerciante e o cidadão, que terão melhores oportunidades com uma logística melhor”, disse. Para Fávaro, este novo modelo ainda não é o ideal. “Precisamos de um operador, que neste caso é a ALL, e vários transportadores para que haja competividade”. Segundo ele, a forma como o modelo de transporte está sendo criado deixará o frete da ferrovia com o mesmo valor do rodoviário. “O Movimento Pró-Logística vai acompanhar a implantação deste modal e cobrar para que se tenha competitividade”, afirmou.
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