sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Chineses querem assumir obras da ferrovia até Cuiabá


LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - Site MIDIANEWS
Um grupo de empresários chineses se reuniu com o governador Silval Barbosa (PMDB), na tarde desta quinta-feira (29), no Palácio Paiaguás, para discutir sobre a possibilidade de tocarem as obras da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) em Mato Grosso.

A empresa ATI (Asian Trade & Investiments) tem interesse em dois trechos da ferrovia: de Rondonópolis (212 km ao Sul da capital) a Cuiabá, e de Cuiabá a Santarém, no Pará. 

O traçado ainda será definido, mas deve ser próximo à BR-364/163, para diminuir o impacto ambiental.

O trecho entre Itiquira (357 km ao Sul) e Rondonópolis está em obras e deve ser concluído no começo de 2013. Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira.

No final do ano que vem, deve ser concluído o estudo de viabilidade, que está sendo realizado pelo Governo do Estado e Governo Federal, dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). As obras da ferrovia devem ser licitadas somente em 2014.

“Para garantir a viabilidade de trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, precisamos somente de cinco produtos: diesel, milho, soja, insumo para cimento e fertilizantes. E temos até mais produtos que esses para transportar”, disse o vereador Francisco Vuolo, que acompanha de perto a articulação para implantar a ferrovia em Mato Grosso.

O objetivo do grupo chinês, além de lucrar com a ferrovia, é baratear o transporte da produção mato-grossense até a China. 

"Esse é um projeto estratégico para o Estado, e que vai trazer grande economia no frete da nossa produção. A China é o grande mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso, e tem interesse em reduzir o preço do produto”, disse o secretário de Logística Intermodal de Transportes, Edmilson dos Santos.

“O trecho entre Cuiabá e Santarém está numa região que é grande produtora de alimentos, e a China tem grande demanda de recursos e commodities agrícolas. Eles têm interesse em criar um caminho mais barato para a soja chegar na China”, disse o representante da ATI no Brasil, Anselmo Leal. 

“Hoje, o custo de transporte da soja de Mato Grosso é três vezes maior que a média mundial. Então, os chineses entendem que, desenvolvendo logística, é possível conseguir produtos de qualidade do Mato Grosso a preço acessível”, completou.

Mudanças na concessão

Em agosto deste ano, o Governo Federal lançou um pacote do PAC contemplando ferrovias e criou um novo marco regulatório do setor. Os estudos de viabilidade do trecho Cuiabá-Santarém da Ferronorte foram incluídos nesse pacote.

O superintendente de Serviços de Transporte de Cargas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Noboro Ofugi, afirmou que as novas regras para construção de ferrovias no Brasil tornam o investimento mais atrativo.

“Estamos concluindo o estudo do novo marco regulatório brasileiro para ferrovias. Os próximos trechos da Ferronorte já serão construídos no novo modelo, que será semelhante ao das rodovias privatizadas. A empresa que detiver a concessão cobrará uma espécie de pedágio para que outras empresas usem os trilhos para transportar”, explicou.

Ele disse que o Governo separou o controle da gestão ferroviária, o controle de tráfego e a operação da ferrovia propriamente dita. 

O representante da ATI, Anselmo Leal, disse que as novas regras trazem mais segurança com relação à garantia de retorno do investimento. 

“Com a nova regulação, teremos mais conforto no quesito demanda. Antes, não tínhamos certeza da demanda, e agora ficar muito mais simples entender como será o negócio de fato”, afirmou.

domingo, 21 de outubro de 2012

Ministra de Dilma garante que ferrovia chega a Cuiabá


LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - SITE MIDIANEWS
Em visita a Cuiabá, nesta semana, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o Palácio do Planalto está agilizando a assinatura de contrato para a execução dos estudos de viabilidade econômica e o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do trecho da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) entre Rondonópolis e a Capital.

Os estudos serão elaborados pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por meio de convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). 

“Levará cerca de um ano para fazer todos esses estudos e projetos, a partir dos quais será possível tomar a decisão da execução da obra. Com o índice de produção que temos em Mato Grosso, haverá viabilidade econômica para esse empreendimento”, disse a ministra, que esteve na cidade em ato de apoio à candidatura do vereador Lúdio Cabral (PT) a prefeito de Cuiabá.

Míriam Belchior informou que os projetos do trecho entre Cuiabá e Rondonópolis estão previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com o montante de R$ 15 milhões disponíveis.

“Já temos 266 quilômetros da Ferronorte prontos. A ferrovia deve chegar a Rondonópolis na virada de 2012 para 2013. Cerca de 60% da infraestrutura desse trecho estão prontos, e 30% da superestrutura”, disse.

Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao Sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira (a 357 km). O quarto terminal será o de Rondonópolis (a 212 km).

A concessionária responsável pelos trechos já licitados da ferrovia, a América Latina Logística (ALL), não demonstrou interesse em levar os trilhos além de Rondonópolis.

Após negociação com o Governo do Estado, a empresa abriu mão da concessão desses trechos, que, agora, está sob responsabilidade do Governo Federal.

Somente após a conclusão dos estudos e a comprovação da viabilidade econômica é que o Governo definirá o cronograma para implantação dos trilhos que trarão a ferrovia até Cuiabá.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ferronorte deve escoar 15 milhões de toneladas na safra 2012/13


Globo Rural On-line

O superintende comercial da concessionária América Latina Logística, Leonardo Recondo Azevedo, afirmou durante simpósio sobre as obras rodoferroviárias da região Sul de Mato Grosso que a Ferrovia Senador Vicente Vuolo(Ferronorte) será responsável pelo escoamento de grande parte da safra 2012/13. “As obras estão dentro do cronograma e até o fim de 2012 a ferrovia chegará a Rondonópolis. Nosso objetivo é que no começo da nova safra os terminais já estejam em operação”, afirmou.
Também será finalizado até dezembro o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), com capacidade de carregamento de dez mil toneladas em seis horas. Para evitar o congestionamento dentro do pátio cada terminal destinará 25% da área para estacionamento.
Durante o simpósio foi discutida também a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná, que atenderá toda região Sul de Mato Grosso e apresenta o custo mais barato entre os modais de transporte. Mas, para dar andamento à obra, ainda é necessário o licenciamento ambiental. Os produtores rurais também discutiram a importância da duplicação das BR-163 e BR-364.

O produtor rural de Rondonópolis, Emerson Spigosso, disse que com a duplicação destas rodovias e com a Ferronorte parte dos problemas logísticos da região estarão solucionados. “Atualmente, por causa do alto fluxo de caminhões nas rodovias e falta de manutenção adequada, enfrentamos sérios problemas no escoamento da safra”, afirmou.
Para o presidente da AprosojaCarlos Fávaro, a conclusão das obras ferroviárias na região Sul será uma vitória de toda sociedade. “Ganhará o produtor, o comerciante e o cidadão, que terão melhores oportunidades com uma logística melhor”, disse. Para Fávaro, este novo modelo ainda não é o ideal. “Precisamos de um operador, que neste caso é a ALL, e vários transportadores para que haja competividade”. Segundo ele, a forma como o modelo de transporte está sendo criado deixará o frete da ferrovia com o mesmo valor do rodoviário. “O Movimento Pró-Logística vai acompanhar a implantação deste modal e cobrar para que se tenha competitividade”, afirmou. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Terminal Intermodal de Itiquira é mais um passo do avanço da Ferrovia em Mato Grosso

Site Portos e Navios
 
O Terminal Intermodal de Itiquira - que foi inaugurado neste último sábado (02.06) com a presença do governador Silval Barbosa e do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos- é a concretização de um ideal visionário do grande Euclides da Cunha, lá no início do século 20, da determinação política do Senador Vicente Vuolo e do empreendedorismo de empresários que acreditaram na viabilidade desse projeto. O passo que se concretiza representa mais 212 quilômetros de ferrovia, no trecho Alto Taquari - Alto Araguaia - Itiquira. Os outros 148 quilômetros até a cidade de Rondonópolis estão em construção e o trecho deverá estar concluído até dezembro deste ano, segundo a concessionária América Latina Logística (ALL).

"O Terminal de Itiquira é um passo concreto do avanço da Ferrovia em Mato Grosso", afirma o secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso (Selit/MT), Francisco Vuolo. E esse avanço deve-se em grande parte à determinação política do governo Silval Barbosa, que vê a logística como um fundamento importante na expansão econômica de Mato Grosso, que hoje é o maior exportador de grãos, um dos maiores produtores de carne bovina.

A importância do Terminal Intermodal para a cidade de Itiquira, segundo Vuolo, tem diversos aspectos. O primeiro deles, é o econômico, que se vê claramente, cujos resultados efetivos já trouxeram para Mato Grosso, desde 2000, quando da inauguração do Terminal de Alto Taquari e posteriormente o Terminal de Alto Araguaia. A transformação por qual passou essas cidades e a região em torno delas é evidente. Eram cidades - apesar da qualidade da terra, do potencial agropecuário - cujas expectativas eram limitadas. Com a chegada da ferrovia aconteceu um crescimento significativo, atraindo indústrias, valorização econômica da terra, geração de novos empreendimentos, num círculo virtuoso permanente.

Junto com esse crescimento, alia-se os avanços sociais. Alto Taquari e Alto Araguaia investiram no aumento de escolas e na área de saúde para atender ao crescimento da demanda. Esses investimentos na área social, destaca Vuolo, impactaram também na população como um todo, além da geração de emprego e renda. "Ao que tudo indica, o Terminal de Itiquira vai produzir algo semelhante na região", analisa.

Outro aspecto significativo da ferrovia é a logística para o nosso Estado. Mato Grosso produz acima dos patamares e índices nacional e internacional, por conta de seu clima extremamente regular. "Não temos geadas, terremoto, furacão, aliado aos avanços das técnicas de produção, faz com que os exportadores apostem, cada vez mais, no nosso crescimento", disse.

Em um Estado de dimensões continentais - são mais de 900 mil km², o equivalente a três Itália - o investimento em logística é fundamental. "Precisamos melhorar as nossas estradas - e o governo vem fazendo isso, buscando novos recursos -, investir na hidrovia e ampliar a malha ferroviária, que é uma realidade", destaca Francisco Vuolo.

A gestão de todos esses modais é que vão garantir novos investimentos com atração de industrias que vão agregar valores à nossa produção. "A logística é que vai possibilitar tudo isso", afirma. A ferrovia, dentro desse painel logístico, segundo ele, tem um papel destacado, por ser um modal de transporte seguro e a relação custo-benefício é bastante positiva, e vai baratear o custo de escoamento da nossa produção.

O avanço da Ferrovia deve-se a ação do Governo Federal, que inseriu a ferrovia dentro do PAC I, aliado a ação do governo de Mato Grosso, aliado aos esforços da bancada federal e, importante, a iniciativa privada, por parte da ALL que acreditou na viabilidade e colocou a Ferronorte, através da gestão competente, num cenário viável.

domingo, 3 de junho de 2012

Terminal de Itiquira se torna nova rota de escoamento da safra de MT

Site Olhar Direto
De Rondonópolis - Débora Siqueira


Com aporte de investimentos de R$ 50 milhões, o terminal ferroviário de Itiquira foi inaugurado neste sábado (01), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Passos, governador Silval Barbosa e lideranças políticas com base eleitoral na Região Sul de Mato Grosso.

O terminal que faz parte do projeto de Expansão Malha Norte da América Latina Logística (ALL) integra o aporte de R$ 700 milhões em investimentos com a construção de 260 km de linha férrea no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis.

Os produtores do anel da soja da região de Itiquira e municípios produtores da divisa com Goiás e Mato Grosso do Sul podem ter economia entre 25% e 30% com frete. “Conforme dados da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) só a nossa região produz 25,6 toneladas de soja na safra. Para continuarmos produzido sem aumentar área e com maior produtividade pedimos mais investimentos em logística”, destacou a produtora rural Maria Anita Zamboni.

Segundo a ALL, além da área produtora de Ouro Branco do Sul, distrito de Itiquira, o terminal local será capaz de atender produtores rurais num raio de 200 km. A capacidade estática do terminal é de 100 mil toneladas e capacidade de embarque de 1,2 mil toneladas por hora.

O prefeito de Itiquira, Ernani José Sander (PSDB), se emocionou e quase foi às lágrimas ao comentar que ninguém acreditava que o trem chegaria na cidade. “Já ouvi muitas vezes dizer que a ferrovia se tornaria um elefante branco, mas eu via que traria progresso e trouxe. A cidade hoje é outra”.

O primeiro terminal ferroviário de Mato Grosso, em Alto Taquari foi inaugurado em 2000. Três anos mais tarde foi em Alto Araguaia. Até o final do ano, o trem deve chegar em Rondonópolis.

Investimentos

O ministro Paulo Passos disse que Mato Grosso em estado diferenciado e tem recebido milhões em investimentos do governo federal para combater o maior gargalo da produção agrícola do Estado: a logística. “O ministério liberou recursos para a duplicação da BR 364/163 entre Rondonópolis e o Posto Gil no valor de R$ 1,1 bilhão, os investimentos em recursos do BNDES para a construção da ferrovia entre Alto Araguaia e Rondonópolis, asfaltamento das BRs 242 (integração leste e oeste de Mato Grosso) e 158”.

A frente de trabalho da pavimentação da rodovia federal que corta a região do Araguaia já esta na altura do município de Querência, conforme o ministro. Até o final do ano, deve ser concluído o projeto executivo que traça o desvio da terra indígena Marãiwatsede, do povo xavante.

Ele ainda garantiu que Mato Grosso terá pelo menos mil quilômetros de ferrovia e o estado terá impacto positivo com o trem em Lucas do Rio Verde, um dos principais celeiros mato-grossense.

Estrada precária

O governador Silval Barbosa foi cobrado para que promova asfaltamento de 14 km entre a cidade de Itiquira e o terminal ferroviário, por meio da MT-299. A única frente de trabalho iniciada pelo governo é a pavimentação do trecho entre a ferrovia e o distrito de Ouro Branco do Sul. “Estamos concluindo o recapeamento de 36 km e construindo mais 26 km para chegar ao terminal. Dentro de 20 dias, no máximo, o trabalho será executado”, garantiu Silval.

sábado, 2 de junho de 2012

Governo inaugura o terceiro terminal ferroviário de MT

LAÍSE LUCATELLI
ENVIADA ESPECIAL A ITIQUIRA
Site Midianews


        O terceiro terminal da Ferrovia Senador Vicente Vuolo em Mato Grosso, também chamada de Ferronorte, será inaugurado neste sábado (2), em Itiquira (325 Km ao Sul de Cuiabá), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR).

Os dois primeiros, o de Alto Taquari e de Alto Araguaia, já estão em funcionamento desde 2000 e 2001, respectivamente, totalizando 100 quilômetros de trilhos. Com a inauguração do terminal de cargas de Itiquira, a ferrovia passa a operar com a extensão de 290 quilômetros.

A expansão da ferrovia até Rondonópolis, um trecho de 80 quilômetros, já está em andamento, sob responsabilidade da empresa América Latina Logística (ALL). A previsão é que o terminal de cargas daquele município seja inaugurado no primeiro semestre de 2013.

Desse ponto em diante, não há mais previsão, pois a concessão do trecho pertence ao Estado, e ainda está sendo negociada com investidores interessados. U

m grupo italiano, Salcef S/A, e um grupo sul-coreano, Posco, demonstraram interesse em levar a ferrovia até Cuiabá. A empresa China Railway Engineering Corporation estuda implantar os trilhos entre Cuiabá e Santarém (PA). A previsão é implantar também uma linha entre Cuiabá e Porto Velho, mas ainda não há negociações sobre esse trecho.

“A expectativa é muito grande. A cada quilômetro que avança a ferrovia, e está avançando uma média de 2 quilômetros por dia, é a esperança de o produtor de diminuir o custo da sua produção. Amanhã [hoje, 2] é um dia de vitória para nós. Conseguimos a Licença Operacional há poucos dias, depois do esforço enorme de toda a nossa bancada do Governo. E vamos comemorar mais final do ano ou início de 2013, quando ela chegará em Rondonópolis”, disse o governador Silval Barbosa (PMDB), em entrevista, nesta semana.

A Ferronorte servirá, principalmente, para baratear os custos de escoamento da produção mato-grossense até o Porto de Santos (SP). No futuro, com a expansão rumo ao Pará, a produção poderá ser escoada com mais facilidade também para os portos do arco norte.

De acordo com o secretário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo (PR), está em estudo a possibilidade de implantar também um terminal de passageiros no trecho entre Rondonópolis e a Capital.

Avanços

A Selit, criada em caráter extraordinário em janeiro de 2011 por Silval Barbosa, foi idealizada principalmente para agilizar as obras das ferrovias. Na avaliação do secretário Vuolo, o principal avanço da secretaria foi cumprir o calendário para inauguração dos terminais de Itiquira e Rondonópolis (prevista para 2013). “Sobretudo, na liberação das licenças ambientais, que demanda uma burocracia muito grande”, observou.

Ele comemora a conclusão de mais uma etapa da obra, mas lamenta que ela tenha demorado tanto para sair do papel. “A ferrovia já deveria estar chegando em Cuiabá. Mas, houve muitos problemas no caminho, com a antiga concessionária, com paralisações das obras. Além disso, o Brasil pecou em não priorizar o investimento em infraestrutura ferroviária”, avaliou.

Vuolo ressaltou que, nesse período à frente da pasta, outro avanço importante foi a elaboração dos estudos de viabilidade sócio-econômica e ambiental, e os projetos do trecho até à Capital. “A previsão é licitar esse trecho no ano que vem, quando teremos o projeto básico do traçado dos trilhos. O que sabemos, por enquanto, é que a ferrovia passará entre a Serra de São Vicente e o Pantanal, e chegará na região do Distrito Industriário em Cuiabá”, disse.

* A repórter Laíse Lucatelli viajou a Itiquira a convite da Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom)

Silval vê redenção econômica com inauguração de terminal

Gabriela Galvão, Enviada Especial a Itiquira
Site RDnews

O governador Silval Barbosa (PMDB) inaugurou o terminal ferroviário de Itiquira neste sábado (2) com a presença do ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos (PR). Mas a vinda de uma autoridade federal para o Estado e a consolidação de mais um trecho da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), não parece ter sido atrativo suficiente para secretários de estado e deputados, já que nem mesmo os parlamentares da região sul compareceram “em peso” ao evento.
Dos secretários, apenas Francisco Vuolo (Logística Intermodal) marcou presença, mas muito mais pela homenagem prestada ao pai, autor do projeto de interligação de Mato Grosso com São Paulo por trilhos e cujo nome batizou o terminal. Já a Assembleia foi representada pelo ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortoline, o Nininho (PR). Zeca Viana (PDT) também estava presente. Da ala federal, apenas os “pais da criança”, deputados Carlos Bezerra (PMDB) e Wellington Fagundes (PR). Além do senador Blairo Maggi (PR).
O comparecimento “pífio” de políticos do Estado, contudo, não impediu que os presentes exaltassem a importância do acontecimento para economia de Mato Grosso, bem como que cobrassem a continuidade dos trilhos não apenas até Rondonópolis, cujo terminal deve ser concluído até o fim deste ano, mas até Cuiabá.
Silval lembrou dos investimentos que passam a ser cobrados após a conclusão de uma obra desta magnitude. Declarou que de imediato conseguiu R$ 23 milhões para trecho do asfalto de Itiquira até o terminal. Também garantiu que vai orientar ao secretário estadual de Cidades, Nico Baracat (PMDB), a construção de casas no município e no distrito de Ouro Branco. Fez questão, no entanto, de cobrar do ministro a duplicação da BR 163 até Rondonópolis, a solução dos problemas ambientais da BR 242 e a consolidação Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO). “Mato Grosso é puro desafio. Nós contribuímos e vamos cobrar”.
O senador Blairo Maggi (PR), sucinto como sempre, ressaltou que a chegada da ferrovia é muito importante para o desenvolvimento, mas que o Estado continua em desvantagem, pois produz muito e tem pouca população, então não ganha o que precisa do Governo Federal. “Vamos fazer um Estado melhor do que é hoje”, conclamou.
Vuolo aproveitou a presença do ministro para cobrar a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) na inauguração do terminal de Rondonópolis, considerado o maior da América Latina. Também ressaltou que a partir dali a América Latina Logística (ALL) não deterá mais a concessão. “É preciso articular para que os recursos sejam garantidos e a ferrovia, decididamente, avance até Cuiabá”.
O ministro, por sua vez, não se fez de rogado e, arrancando aplausos dos presentes, declarou que R$ 8 bilhões já estão garantidos para Mato Grosso. Paulo Passos também reconheceu que o Governo Federal concede menos recurso do que o Estado merece, mas afirmou que estão trabalhando para mudar isso. “O PAC da Infraestrutura vai investir muito em Mato Grosso. Concluímos o projeto da duplicação da BR 163 e vamos começar a licitar os lotes. A BR 242 também será licitada em 7 lotes”.
Quanto a Fico, prometeu a publicação do edital para detalhamento do certame. “Não basta 260 km de ferrovia, é preciso chegar até Lucas do Rio Verde com mais mil quilômetros de trilho para beneficiar este Estado”, reconheceu.
    
Terminal
A ALL, responsáveis pelos trilhos de Alto Araguaia até Rondonópolis, já construiu 120 km de ferrovia, sendo mais 148 km até o terceiro maior município do Estado. Neste trecho, de cerca de 260 km, devem ser investido R$ 700 milhões. O terminal, por sua vez, construído e operado pela Seara, tem pelo menos 6 km de extensão em uma área de 10 hectares. A capacidade é para mil toneladas estáticas e 12 mil toneladas por hora no embarque.