terça-feira, 4 de maio de 2010

Empresários defendem ferrovia até Cuiabá


MARCONDES MACIEL
Da Reportagem - Diário de Cuiabá

Empresários e representantes da sociedade civil organizada mato-grossense, que participaram ontem da retomada da mobilização pela construção da ferrovia em Cuiabá, defendem a chegada dos trilhos até à Capital como fator decisivo para o desenvolvimento sócio-econômico da Baixada Cuiababa. “Temos um grande potencial econômico, com inúmeras indústrias e um parque industrial muito forte instalado em nossa Capital. Para o setor industrial, a ferrovia é imprescindível e faz parte dos planos de desenvolvimento do setor para os próximos anos”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Jandir Milan. Segundo ele, as indústrias que precisam escoar seus produtos pagam um preço muito alto pelo frete rodoviário. “Hoje estamos à mercê do transporte rodoviário porque não dispomos de outra alternativa. Quando a ferrovia chegar em nossa região, teremos importantes ganhos”, disse, lembrando que em alguns países o custo ferroviário chega a representar apenas 50% do transporte rodoviário. “Em Mato Grosso é diferente. A ALL pratica preços altíssimos e os valores estão praticamente equiparados”.

“Precisamos de outras alternativas de transporte para escoar nossos produtos”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Aguiar. Segundo ele, a intermodalidade é importante para reduzir os custos do frete. “Defendemos a chegada dos trilhos não só até Cuiabá, como em outras regiões do Estado e na região amazônica”.

Aurelino Levy Dias de Campos, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), destaca a falta de concorrência como um dos fatores que elevam os preços do frete da América Latina Logística (ALL) a partir de Alto Araguaia e Alto Taquari.

“Os produtores não estão tendo benefícios até agora porque a concessão está nas mãos de apenas uma empresa, que não tem como objetivo atender a demanda social. Está apenas preocupada com a demanda empresarial. Precisamos da ocupação racional da ferrovia, de forma que quem ganhe é o Estado, a população e a econômica como um todo. Por enquanto, a ALL não está se importando com Cuiabá, mas apenas preocupada com o seu lucro”, critica Levy. Ele defende a criação de uma agência regulatória para disciplinar a exploração da concessão ferroviária em Mato Grosso.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT) também tem posição em defesa da chegada da ferrovia a Cuiabá. Para o conselheiro da entidade, Francisco Eduardo Torres Esgaib, a Capital do Estado pode se tornar um “pólo irradiador” de desenvolvimento na região. Segundo ele, a ferrovia deve servir de “instrumento de desenvolvimento na visão de que as regiões distintas se integrem com o objetivo de crescimento e desenvolvimento social”. Ele diz que Cuiabá ocupa uma posição geográfica privilegiada não só para o Estado, como para o país e a América Latina. “O nosso posicionamento é em favor da ferrovia e vamos lutar para que este sonho se torne realidade”, afirmou Esgaib.

Na avaliação do coordenador do Fórum Pró-Ferrovia, vereador Francisco Vuolo, a extensão dos trilhos até à região amazônica será muito importante, pois além de dar mais uma opção de transporte, promoverá a ocupação e integração social e econômica da região.

“Esta integração será o grande agente uniformizador do crescimento auto-sustentável do país, na medida em que possibilitará a ocupação econômica e social do cerrado brasileiro - com uma área de aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros quadrados, correspondendo a 21,84% da área territorial do país, onde vivem 15,51% da população brasileira - ao oferecer uma logística adequada à concretização do potencial de desenvolvimento dessa região, fortalecendo a infra-estrutura de transporte necessária ao escoamento da sua produção agropecuária e agro-industrial”, destaca.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mobilização retomada


MARCONDES MACIEL
Da Reportagem - Diário de Cuiabá

O Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá retomou ontem, de forma contundente, a mobilização pela construção dos trilhos da Ferrovia Senador Vuolo até à Capital do Estado. O movimento, que prevê ampla ação popular - com panfletagem e manifestos nas ruas, coleta de assinaturas e até a formação de uma “locomotiva” de mensagens no site do fórum, lançado ontem – aprovou “medidas de choque” voltadas à defesa intransigente da ferrovia em Cuiabá, como a inserção da obra no PAC 2, a definição do prazo para a construção do trecho Rondonópolis-Cuiabá e até o lançamento de uma nova licitação para a obra, com quebra de contrato da América Latina Logística (ALL), detentora da concessão para a exploração ferroviária por 90 anos.

O movimento “Acorda, Cuiabá!” foi lançado ontem à tarde, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com a presença de lideranças empresariais e entidades organizadas da sociedade, que integram o Fórum Pró-Ferrovia. Após o evento, os integrantes do fórum percorreram ruas de Cuiabá divulgando a mobilização, fazendo panfletagem e iniciando a coleta de assinaturas. No final da campanha, o Fórum encaminhará um documento ao presidente Lula.

Segundo o coordenador do fórum, vereador Francisco Vuolo, as mensagens que estão sendo inseridas na “locomotiva” do site e o abaixo-assinado são “instrumentos públicos” de vontade popular que irão respaldar a decisão do governo federal em relação à continuidade da obra.

“Vamos exigir que a ALL defina um prazo para a chegada da ferrovia até Cuiabá”, disse Vuolo. A expectativa do fórum é de que os trilhos cheguem à Capital no máximo até 2014. A obra está em construção no trecho entre Alto Araguaia a Rondonópolis, devendo ser concluída até 2012. Para tanto, o governo federal aprovou a inserção do trecho no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), no valor de R$ 691 milhões. Esta verba garante também a elaboração do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) até Cuiabá. O Fórum vai lutar para que o trecho Rondonópolis-Cuiabá, com custo estimado de R$ 700 milhões, seja incluído no PAC 2.

“Se esta inclusão não acontecer e a ALL não estipular um prazo para chegar a Cuiabá, vamos pedir a quebra do contrato com a empresa concessionária e a realização de uma nova licitação para a construção do trecho”, afirma Vuolo.

Ele explicou que o movimento é para que o governo federal se posicione em relação à continuidade da ferrovia, que já está com suas obras garantidas até Rondonópolis. “A passagem por Cuiabá é obrigatória, conforme determina a legislação, e está prevista no Plano de Aviação Nacional aprovado em 1976”, defende o coordenador do Fórum.

Vuolo diz que a ferrovia é estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso e defende o avanço das obras até Santarém (PA) e Porto Velho (RO), numa extensão total de 5 mil quilômetros desde Aparecida do Taboado (SP). A ferrovia transporta atualmente cerca de 13 milhões de toneladas de grãos a partir dos terminais de Alto Araguaia e Alto Taquari.

Segundo ele, as potencialidades econômicas de Cuiabá justificam a chegada dos trilhos até à Baixada Cuiabana. “Temos grandes indústrias de esmagamento de soja, contamos com sete fábricas de ração, indústrias de transformação, fábricas de refrigerante, estação aduaneira e um parque moveleiro muito forte. Cuiabá não pode ficar sem a ferrovia”.

A obra, chegando a Cuiabá, vai beneficiar toda a Baixada Cuiabana, como Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Cuiabá, Livramento, Acorizal, Jangada e Poconé, além da Grande Cáceres.

“O Fórum chama à responsabilidade todos aqueles que desejam ver o progresso da nossa região. Por enquanto, o trecho que liga Rondonópolis a Cuiabá está foram do PAC 2. Com isso, a Baixada Cuiabana e Cáceres podem sofrer com o isolamento nos próximos anos”, alerta Vuolo.

Fórum lança manifesto e pede quebra de contrato com ALL


BRUNO GARCIA
DA REDAÇÃO - Site Midianews

O Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, em resposta à não inclusão do trecho Rondonópolis-Cuiabá da Ferrovia Senador Vicente Vuolo no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2, do Governo Federal, iniciou um manifesto "Acorda, Cuiabá", para garantir que os trilhos cheguem até a Capital. Para isso, o movimento já cogita a quebra do contrato com a empresa detentora da concessão, a América Latina Logística (ALL).

O Fórum fez, nesta segunda-feira (3), o lançamento oficial do site www.ferroviaemcuiaba.com.br. Ele terá uma ferramenta para colher manifestações, que serão incluídas em um abaixo-assinado. "Vamos às praças, universidades, ruas e envolver a sociedade nessa luta, pois a ferrovia incluirá Cuiabá no desenvolvimento estadual", declarou Francisco Vuolo, presidente do Fórum.

As manifestações serão utilizadas para pressionar o Governo Federal, segundo espera o Fórum, a tomar uma posição a respeito possibilidade de a ferrovia não avançar além de Rondonópolis. Até o momento, tem-se assegurado, via PAC 2, a ampliação dos trilhos até Rondonópolis e os estudos e definição do trilho até a Capital. "Queremos uma garantia concreta que a ferrovia chegará em Cuiabá. Só estudo não basta", disse Vuolo.

Vuolo também cobrou empenho oficial por parte do Governo Silval Barbosa (PMDB). O objetivo do Fórum é marcar uma audiência com o governador, para apresentar o manifesto e, após isso, irem ao Governo Federal fazer as reivindicações. "São três pontos a serem reivindicados, que insiram o trecho no PAC 2, lancem nova licitação ou quebrem o contrato com a ALL, pois essa empresa não pode sentar em cima da concessão", destacou.

A respeito da articulação para o rompimento do contrato de concessão com a ALL, Francisco Vuolo informou que se chegou a essa decisão, pois não estão vendo vontade da empresa em construir o trecho Rondonópolis/Cuiabá. "Sabemos que a empresa precisa de lucro, mas os questionamentos são se a ALL terá capacidade de investimento, se tem interesse no trecho. Por isso, cogitamos a intenção de colocar outra empresa", afirmou.

Para isso, Vuolo explicou que será necessária a mobilização popular, uma vez que o Governo Federal só poderá tomar uma atitude contra a concessão pública se houver essa vontade popular.

"Queremos fazer com que se monte uma engenharia financeira para que os trilhos prossigam, em uma ação contínua. Se a ALL não tiver interesse de construir, já que ela não tem um prazo para fazer isso, que o Governo Federal quebre o contrato para atender a vontade popular", declarou.

Francisco Vuolo apresentou dados, onde 20% dos grãos que chegam no porto de Santos (SP) saem do terminal ferroviário de Itiquira (357 km ao Sul de Cuiabá).

Segundo ele, esse volume representa 13 milhões de toneladas/ano e, com a inclusão do trecho até Rondonópolis, aumentará mais 8 milhões de toneladas de grãos.

"É claro que essa ferrovia não irá transportar somente grãos assim que chegar em Cuiabá, pois passará a transportar o desenvolvimento para toda Baixada Cuiabana, tornando nosso produto mais competitivo", lembrou.

Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá cobra empenho da União


HUMBERTO FREDERICO
DA REDAÇÃO - Site Midianews

O Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, presidido por Francisco Vuolo, vai fazer um manifesto público, cobrando atitude do governo Federal, em relação à concessão da exploração da Ferronorte pela empresa América Latina Logística (ALL). O ato acontece hoje (3), às 14h30, na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

Vuolo afirmou que o Fórum vai pedir ao Governo do Estado uma formalização de pedido de intervenção da União junto à ALL. "Todas as reuniões que fizemos até agora foram de portas fechadas e não foi resolvido nada. Agora vamos cobrar em público procurando a mobilização da sociedade", frisou o vereador.

"Hoje é quase impossível a empresa levar os trilhos até Cuiabá, devido ao tamanho de sua dívida junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Por isso, o Governo Federal deveria assumir esta responsabilidade, abrindo depois uma licitação para a exploração do trecho", defendeu Vuolo.

"A ALL já emprestou quase R$ 700 milhões do BNDES. Infelizmente, esta concessão a empresa primeiro tem que tirar o próprio dinheiro do bolso para depois obter lucro, e a ALL não me parece disposta a querer gastar ainda mais", afirmou.

O dirigente já fez essa cobrança do governo Federal, quando foi lançado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, e a Ferronorte não estava contemplada. O PAC 1 garantiu a construção da linha ferroviária que leva a Ferronorte até Rondonópolis, e a esperança do Fórum era de que o PAC 2 garantiria a estrada de ferro até Cuiabá.

Ferronorte

A ALL tem contrato de concessão da ferrovia por um período de 90 anos e sem cláusula que impõe prazo para construção. Hoje a Ferronorte está em Alto Araguaia, e o trecho até Rondonópolis já está sendo construído.

Segundo o vereador, 20% do que é exportado no Porto de Santos, são produtos originários da ferrovia.

domingo, 2 de maio de 2010

Fórum Pró-Ferrovia vai lançar campanha para cobrar vinda dos trilhos a Cuiabá


Redação Site TVCA

Integrantes do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá vão lançar uma campanha parra sensibilizar o governo federal para a construção do trecho ferroviário entre Rondonópolis e Cuiabá. A campanha, de cunho suprapartidário, pretende que a sociedade e representantes de entidades de classe se unam para que os trilhos cheguem à capital mato-grossense.

Nesta segunda-feira, às 14h30, representantes do Fórum vão conceder uma entrevista coletiva à imprensa na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para falar sobre o lançamento da campanha. Amparada em uma estratégia de marketing agressiva, a campanha será desenvolvida por meio da coleta de um abaixo-assinado que deverá ter mais de 50 mil assinaturas, um site especifico, panfletagens e outdoors de forma que a população possa tomar conhecimento e também interagir, registrando suas opiniões e assinando o seu apoio.

O resultado destas ações será utilizado para questionar o governo federal para que, definitivamente, se posicione sobre a questão e inclua a construção do trecho Rondonópolis-Cuiabá no PAC2, proporcionando a nossa cidade o necessário e equânime tratamento dispensado ao interior do estado.

Trilhos garantidos até Rondonópolis

Na última semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) garantiu recursos para a execução da obra dos trilhos da Ferronorte, no trecho de Alto Araguaia até Rondonópolis, que deve ficar pronto até 2012. Em audiência realizada na quinta-feira na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, os executivos do banco também se comprometeram em intervir junto à América Latina Logística (ALL) para que haja celeridade e definição quanto à chegada dos trilhos da ferrovia até Cuiabá.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para produtores, frete poderia custar US$ 60/t e não US$ 100


MARCONDES MACIEL
Da Reportagem - Diário de Cuiabá

Monopólio. Concessão. Direito de exclusividade. Falta de concorrência. Essas palavras são usadas pelos produtores mato-grossenses para denunciar os altos preços do frete cobrados pela detentora da concessão de exploração do transporte ferroviário no Estado, a América Latina Logística (ALL). “A ferrovia chegou a Mato Grosso, mas a situação não melhorou em nada para o produtor em termos de preço, como se falava antes da chegada dos trilhos”, critica o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Glauber Silveira.

Segundo ele, o preço cobrado pela ALL é o mesmo do rodoviário - “o produtor não tem benefício nenhum, não vemos vantagens” – por isso ele acredita que a chegada dos trilhos da ALL a Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá) não vai mudar em nada a situação para os produtores. “Mesmo chegando a Rondonópolis, a ALL continuará com o monopólio da ferrovia no Estado e o valor vai continuar alto”. Ele conta que estão sendo cobrados US$ 100 por tonelada, “enquanto poderia ser US$ 60. É assim porque não há concorrência, falta competição neste mercado”.

Ricardo Tomczyk, vice-presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, diz que os preços da ALL são balizados pelo frete rodoviário porque não há concorrência. “Falta um marco regulatório de concessão de ferrovias. No Brasil a empresa obtém a concessão e explora da maneira que acha conveniente, mesmo quando o dinheiro público financia e arca com as despesas da ferrovia”, denuncia. Segundo ele, os custos não reduziram em nada desde a implantação da ferrovia e os preços são abusivos.

Na opinião do presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, há necessidade de uma mudança na legislação brasileira que regulamenta a exploração do transporte ferroviário. “Deram uma concessão à ALL e ficamos sem concorrência. Em outros países, existe o direito de passagem que permite a utilização dos trilhos por outras operadoras, garantindo concorrência nos serviços e tornando os preços competitivos para o produtor”.

Ele disse que o Movimento Pró-Logística de Mato Grosso está atento e cobrando uma providência do governo federal quanto à legislação. “Já encaminhamos nossa sugestão, agora esperamos uma mudança para que outras empresas também tenham direito de utilizar os trilhos e explorar o transporte”.

Para Silveira, as dificuldades com a infraestrutura logística só vão ser amenizadas, em Mato Grosso, quando for concluída a pavimentação da BR-163 (Cuiabá-Santarém). Com isso, a produção mato-grossense pode ser escoada pelos portos da região Norte, como de Itaqui, no Maranhão, e Itacoatiara no Amazonas. Atualmente, segundo Glauber Silveira, a metade da produção mato-grossense de soja – cerca de 9 milhões de toneladas na safra 2009/2010 - é escoada por ferrovia.

ALL – Por meio de nota, a ALL esclarece que não foi procurada pelos produtores rurais para discutir preços de frete. No ano passado, no período chamado de fechamento, a ALL explica que havia esta oportunidade, entretanto, não foi aproveitada pela classe e as negociações foram tratadas diretamente com as tradings entre os meses de novembro de 2009 a dezembro de 2010.

A ALL esclarece ainda que investe R$ 700 milhões ao ano para aumentar a capacidade de transporte, com foco no atendimento cada vez maior no seu ramo de atuação. “A empresa concorre diretamente com o segmento rodoviário”.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ALL nega rompimento de contrato e culpa licenças ambientais por atraso


Redação Site 24 Horas News


A América Latina Logística, empresa que detém a concessão ferroviária na região, informou nesta terça-feira que não procedem as informações sobre eventual rompimento do contrato para a construção da ferrovia em Mato Grosso. Em nota, a empresa informa que celebrou, em 2008, um Termo Aditivo ao seu Contrato de Concessão segundo o qual se comprometeu em construir o novo trecho ferroviário entre Alto Araguaia e Rondonópolis, obra que está em andamento.
Em virtude do elevado atraso na concessão das licenças governamentais necessárias para construção deste novo trecho, objeto do termo aditivo, principalmente, licenças ambientais, a ALL estima que finalizará sua construção em julho de 2012 (desde que todas as licenças ambientais sejam concedidas pelo IBAMA ainda em 2010, sem a existência de condicionantes).
Por último, a ALL informa que possui previsão expressa em seu Contrato de Concessão lhe garantindo exclusividade para construir outros trechos ferroviários de Rondonópolis até Santarém/PA; sendo necessário a celebração de acordo entre a companhia e a ANTT para estipular cronogramas e efetivar análise de viabilidade para futuras construções ferroviárias em áreas vinculadas ao seu Contrato de Concessão.