quinta-feira, 19 de março de 2009

Empresários peruanos querem linha Brasil-Peru


19/03/2009 - Portal Agrosoft
Com a redução estimada em 30% para o custo de transporte dos produtos do agronegócio de Mato Grosso para a Ásia, empresários peruanos das empresas mineradoras Mapsa e Noraustral apresentaram no último dia 16 ao secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, Pedro Nadaf, e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae em Mato Grosso (Sebrae/MT), o projeto para captar frete para uma ferrovia privada a fim de interligar o porto de San Juan de Marcona, no litoral do Peru, a Porto Velho (RO) e Mato Grosso. A instituição incentiva o acesso de empresas brasileiras ao comércio exterior por meio do Projeto Mercado de Fronteira, que reúne os Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre.
O presidente da Mapsa, engenheiro Fernando Bayona Peláez, informa que os "custos se reduzem em um terço porque o trecho entre San Juan e Cusco, no Peru, já tem financiamento". O executivo citou a possibilidade de a ferrovia estar disponível em 2012 para o transporte a granel. Ele e mais dois empresários estiveram no dia 16 em Cuiabá no seminário do Fórum Pró-Ferrovia na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). O fórum é o articulador institucional de ações para a construção da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte).
Bayona Peláez cita que entre os produtos que poderiam se beneficiar da ligação multimodal está o transporte de produtos peruanos como rochas calcárias (matéria-prima para o cal agrícola de correção de solo), minério de ferro e cimento. Na carga de volta, seriam transportados produtos mato-grossenses como algodão, soja e outros alimentos para o mercado andino e, do porto do Pacífico, para o consumo na China, por exemplo.
"Nos reunimos com o secretário Pedro Nadaf para buscar carga e parcerias a serem utilizadas pela ferrovia, ou a viabilidade do frete", frisou o representante da empresa ao citar que o projeto ferroviário não se limita a Mato Grosso. Mas um investimento que busca viabilidade de parceiros para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. Boa parte da carga de soja de Mato Grosso, por exemplo, é transportada para a Europa e Ásia pelo porto de Santos, em combinação de logística rodoviária e marítima.
O secretário Pedro Nadaf afirmou que nos últimos anos o governo de Mato Grosso e o Sebrae têm realizado "projetos e ações para a interligação dos países da Amazônia. É uma política de desenvolvimento do governo de Mato Grosso, como do governo federal. Um trabalho onde se atua com organizações empresariais e governos para a interligação com a Bolívia, Chile, Peru e Colômbia", relembra Nadaf sobre missões, projetos e seminários fomentados pelo Sebrae.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Ferrovia de trilhos oblíquos


* ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e da Revista RDM

Assisti ao encontro do Fórum Pró-Ferrovia, na Fiemt, em Cuiabá, na última segunda-feira. Antes, para que o leitor entenda, vamos a um pouco da história da ferrovia. Na década de 70, o deputado federal por Mato Grosso, Vicente Vuolo, usou todo o seu mandato defendendo a extensão da ferrovia de São Paulo a Cuiabá, partindo da cidade paulista de Rubinéia. Conseguiu a inclusão no Projeto Nacional Viação. Eleito senador em 1978, lutou o mandato inteiro pela mesma causa. O projeto completo é de 5 mil quilômetros e pretende ir além de Cuiabá, até Santarém, no Pará, e Porto Velho, em Rondônia. O projeto saiu das mãos do empresário Olacyr de Moraes e caiu nas mãos da empresa Ferronorte, mediante concessão para a construção e operação por 90 anos. Mas não foi além da grande ponte sobre o rio Paraná, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, e, finalmente, à chegada dos trilhos a Alto Taquari e depois a Alto Araguaia, em Mato Grosso. Passou às mãos da América Latina Logística – ALL, empresa que opera quase todas as ferrovias sul-americanas. O Fórum Pró-Ferrovia é presidido pelo vereador cuiabano Francisco Vuolo, filho do senador Vicente Vuolo. O encontro começou tenso e depois descambou para a dura realidade sobre o futuro da ferrovia. Os primeiros questionamentos no encontro foram genéricos, mas caíram na discussão de alguns pontos. O primeiro, apresentado pela representante da ALL, foi o de que o compromisso firmado no Ministério dos Transportes há dois anos de que a ferrovia chegaria a Rondonópolis no segundo semestre de 2010, não se deve à empresa. O problema é a licença ambiental que o Ibama exigiu revisões. O governador Blairo Maggi fez duas anotações durante o encontro: 1 – é preciso que a bancada federal, governador, empresários de Mato Grosso, e a ALL, se reúnam em Brasília com o presidente do Ibama para forçar o andamento da licença ambiental para o trecho Alto Araguaia-Rondonópolis, sem o qual a ferrovia não anda; 2 – o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá dificilmente sairá, porque um estudo de viabilidade econômica dificilmente recomendaria, disse o governador. Nesse caso, a solução seria arranjar uma situação em que o governo federal financiasse o trecho e depois o entregasse à concessão privada, como será o caso da ferrovia Norte Sul, entre Tocantins e Goiás. No mais, o fórum conseguiu de concreto, reunir lideranças políticas, empresariais e institucionais em torno da idéia da ferrovia que, aliás, é um sonho que data do fim do século 19, quando a ferrovia entre Bauru (SP) e Corumbá (MS), teve seu trajeto original mudado. Ela previa que a ferrovia entrasse em Mato Grosso e chegasse a Cuiabá. Mas a percepção depois da guerra com o Paraguai revelou a fronteira Oeste do estado completamente desguarnecida. E o acordo de compra da área do atual estado do Acre, da Bolívia, incluiu no tratado a extensão da ferrovia até Santa Cruz de La Sierra, em território boliviano. Com isso, Cuiabá ficou a ver navios, e o desvio acirrou os maus ânimos entre Cuiabá e Campo Grande que durariam até a divisão do estado em 1977. Mas isso é outra história. O fato é que a ferrovia ainda continuará sendo discutida.

terça-feira, 17 de março de 2009

Licença ambiental atrasa retomada de ferrovia


17/03/2009 - Portal Circuito Mato Grosso
Viabilizar uma agenda com a presidência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) e com o ministério do Meio Ambiente para garantir a liberação das licenças ambientais a fim de que as obras da Ferrovia senador Vicente Vuolo possam ser retomadas. Essa foi uma das principais deliberações tomadas ontem (16), durante a reunião do Fórum Pró-ferrovia, realizado na Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), em Cuiabá.
A senadora Serys Slhessarenko (PT) participou do encontro e se comprometeu a se empenhar para viabilizar a agenda em Brasília, tanto junto ao IBAMA, quanto aos ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes. “Essa situação das licenças ambientais é dramática. A ministra (da Casa Civil) Dilma Roussef bate sempre na questão das licenças. A nossa bancada (federal) unida e o governo do Estado precisam se articular para exigir de uma vez por todas a definição do traçado da ferrovia e fazer cumprir o cronograma das obras, por que Mato Grosso não pode esperar mais”, afirmou.
O projeto original da construção de uma ferrovia para escoar a produção agrícola no Estado tem mais de 30 anos. As obras começaram a cerca de 10 e estão paradas, segundo a direção da empresa privada concessionária do serviço, a América Latina Logística (ALL), por falta da licença de instalação, cuja autorização é de competência do IBAMA. A ALL tem prazo de que até 2010 a ferrovia esteja operando em Rondonópolis. Para a chegada dos trilhos até Cuiabá é ainda necessário um estudo de viabilidade. Conforme a assessoria da empresa, o prazo para apresentação desse estudo do trajeto Rondonópolis-capital é dezembro desse ano.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou que o governo está empenhado em garantir o andamento das obras. “Não tem uma semana que eu não tenha tratado da questão da ferrovia. O ponto de estrangulamento é o IBAMA”, disse. Conforme o governador, tanto o presidente Lula, quanto a ministra Dilma estão cientes dessa luta de Mato Grosso e estão empenhados em equacionar a questão.
“Nós assumimos o compromisso de atuar junto aos órgãos do governo federal para viabilizar a chegada da ferrovia até Cuiabá e estamos trabalhando para isso. Mato Grosso vive um momento ímpar no setor de infra-estrutura. Pela primeira vez temos um diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Trânsito) de Mato Grosso, e Pagot está empenhado e determinado em fazer as coisas acontecerem. A ferrovia é uma forma mais ágil e uma alternativa importante para o escoamento da nossa produção. Ela é determinante e precisa acontecer. Precisamos trabalhar para definir todas as licenças e é isso que estamos fazendo”, completou a senadora Serys Slhessarenko.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mato Grosso se mobiliza para destravar "questões ambientais" da ferrovia


Da Redação

Site O Documento
O Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá decidiu, nesta manhã de segunda-feira (16.03), durante reunião na sede do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), quatro ações necessárias para a retomada das obras da Ferronorte. Uma proposição aceita, sugerida pelo governador Blairo Maggi, é de antes de qualquer cobrança à União os interessados se reunirem com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a fim de se interarem das questões ambientais que atravancam o projeto.
“Duas propostas claras, de o Fórum se reunir com Ministério do Meio Ambiente e Ibama para cobrar a licença de implantação desse projeto e ainda, a contratação de um estudo por parte do governo, por meio até da própria Federação (Fiemt), para a gente estudar a viabilidade econômica de Rondonópolis a Cuiabá, para que tenhamos a certeza que no futuro a concessionária poderá fazer o projeto”, propôs Blairo Maggi. Se após isso, sentirem que não há viabilidade partirão para uma outra etapa, “que seria a construção desse trecho com recursos do próprio orçamento geral da União”, completou o governador.
A Ferrovia Senador Vuolo já tem 500 quilômetros de Mato Grosso do Sul a Mato Grosso. De acordo com o presidente do Fórum, vereador Vuolo, a ferrovia é responsável hoje pelo transporte de quase 50% da produção e 20% do que é exportado pelo Porto de Santos sai pela Ferronorte. As obras estão paralisadas há cerca de dez anos. Em abril do ano passado, acrescentou Vuolo, o ministro dos Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento, e representante da América Latina Logística (ALL), empresa concessionária da Ferronorte, assinaram um Termo Aditivo garantindo que no segundo semestre de 2008 as obras seriam retomadas e o ministro estaria em Cuiabá lançando a ordem de serviço.
Conforme o Termo Aditivo, explicou ainda o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, há a disponibilidade, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da liberação de R$ 700 milhões que serão aplicados por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), responsável pela construção da obra. Dessa forma, como citado pelos participantes, a liberação da LI (Ibama) seria o principal, senão o único, entrave para a retomada das obras por isso o assunto precisa ser conversado com Minc e o ministro dos Transportes.
A ALL justifica problemas no Ibama para prosseguir com o projeto, pois desde dezembro de 2008 aguardam resposta de documentos apresentados ao Instituto e confirmam que ainda insistem no prazo de chegar com a ferrovia em Rondonópolis até 2010 e realizar o estudo de impacto ambiental para a ligação de Rondonópolis a Cuiabá. O Fórum coletará assinatura para um abaixo assinado com as solicitações a serem encaminhadas a Brasília.
Na articulação, o Fórum pede ainda a inserção do projeto da Ferronorte ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) de Cuiabá. Segundo ele, trechos mais longos da ferrovia já foram incluídos como a ligação de Goiás até Vilhena, a ligação de Santa Fé do Sul até Porto Murtinho. O presidente da Fiemt, Mauro Mendes, reforçou essa bandeira destacando a importância da ferrovia como "principal moldal, o mais competitivo e econômico, desde que possa contribuir com desenvolvimento da economia do nosso Estado".
Além de integrantes do Fórum, governador Blairo Maggi, diretoria da Fiemt e representantes do setor produtivo do Estado, participaram ainda da reunião secretários de Estado, senadores Serys Slhessarenko e Gilberto Goellner; deputados federais e estaduais; prefeito de Cuiabá Wilson Santos; e vereadores de Cuiabá.

Vuolo defende a inclusão das obras entre Rondonópolis e Cuiabá no PAC








LUIZ ACOSTA



DA REDAÇÃO Site Midianews
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia, vereador Vicente Vuolo (PR), disse hoje (16) que, além de tratar das questões ambientais que estão travando o reinício das obras do trecho Alto Araguaia/Rondonópolis, o Fórum e a bancada federal de Mato Grosso vão tentar em Brasília, fazer a inclusão das obras no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).“Nós queremos que o Governo federal faça essa inclusão de forma oficial, incluindo aí também o trecho até Cuiabá, onde precisam ser feitos além de estudos ambientais, a definição do traçado original dos trilhos contornando a reserva indígenas Teresa Cristina e a Serra de São Vicente para então chegar a Cuiabá, como queremos e como é o traçado aprovado em lei”, disse Vuolo.O vereador republicano lembrou que já foram incluídos outros trechos ferroviários no PAC, como por exemplo, a ligação de Uruaçu (GO) até Vilhena (RO) e Santa Fé do Sul (SP) até Porto Murtinho (MS) e, até por merecimento, a obra entre Rondonópolis e Cuiabá, com 262 quilômetros de extensão deveria ser contemplada.“Já houve manifestação favorável do ministro dos transportes, Alfredo Nascimento e do presidente da ALL (América Latina Logística), Bernardo Hess, quanto ao traçado da ferrovia, então, nós não entendemos por que ainda não foi incluída essa obra no PAC. Formalizamos isso em documento e estamos levando agora para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e para o ministro Alfredo Nascimento, fazendo o pedido de forma oficial”, afirma Vuolo.A Ferrovia Senador Vuolo já tem 500 quilômetros prontos entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. De acordo com o vereador Vuolo, a ferrovia é responsável hoje pelo transporte de quase 50% da produção e 20% do que é exportado pelo Porto de Santos. As obras estão paralisadas há nove anos.Em abril do ano passado, acrescentou Vuolo, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e representante da ALL, assinaram um Termo Aditivo garantindo que no segundo semestre de 2008 as obras seriam retomadas e o ministro estaria em Cuiabá lançando a ordem de serviço, porém, isso não aconteceu por conta do período eleitoral. Conforme o Termo Aditivo, há a disponibilidade, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da liberação de R$ 700 milhões que serão aplicados por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), responsável pela construção da obra. Dessa forma, como citado pelos participantes, a liberação da LI (Licença de Instalação), fornecida pelo Ibama, seria o principal, senão o único, entrave para a retomada das obras por isso o assunto precisa ser conversado com o ministro Carlos Minc e o ministro dos Transportes.

Bancada assina pedido para que o trecho da Ferronorte até Cuiabá seja incluído no PAC




Fonte: Site Olhar Direto


A bancada federal de Mato Grosso endossou documento do Fórum Pró-Ferrovia para que o trecho a Ferronorte até Cuiabá seja incluído no Programa de Aceralação do Crescimento (PAC), lançado pelo governo federal para agilizar as obras estruturantes em todos os Estados brasileiros.A informação é do vereador Francisco Vuolo, do PR, que presidente o Fórum Pró-Ferrovia. "Vamos entregar o documento para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e ao ministro Alfredo Nascimento (Transportes) no sentido de mostrar que queremos a inclusão do trecho no PAC por ser um pleito legítimo e justo de Mato Grosso e de Cuiabá", declarou Vuolo, em entrevista concedida agora há pouco ao Olhar Direto.Segundo o parlamentar cuiabano, todas as entidades da classe produtora mato-grossense deverão também endossar hoje o documento durante reunião marcada para a manhã de hoje na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), cujos trabalhos devem começar às 08h30. O governador Blairo Maggi, que confirmou a presença no evento de hoje, e a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de Mato Grosso (OAB) também vão subescrever o documento do Fórum Pró-Ferrovia, garante Vuolo.O vereador lembra que os trechos Uruaçu (TO)-Ribeirão Cascalheira-Lucas do Rio Verde (MT)-Vilhena (RO) e Santa Fé do Sul (SP)-Porto Murtinho (MS) foram incluídos no PAC. "Mas o trecho até Cuiabá, que é um compromisso assumido pelo governo federal, ainda não está incluso no PAC", salienta.

Lideranças se articulam para garantir retomada das obras da Ferrovia


Redação site TVCA
Lideranças políticas de Mato Grosso se reuniram na manhã desta segunda-feira no Fórum Pró-Ferrovia, na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá. Como resultado da reunião, ficou definido que será estabelecido um encontro com a presidência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e com o ministério do Meio Ambiente para garantir a liberação das licenças ambientais a fim de que as obras da Ferrovia Senador Vicente Vuolo possam ser retomadas.
O projeto original da construção de uma ferrovia para escoar a produção agrícola no Estado tem mais de 30 anos. As obras começaram há cerca de 10 anos e estão paradas, segundo a direção da empresa privada concessionária do serviço, a América Latina Logística (ALL), por falta da licença de instalação. A autorização é de competência do Ibama. A ALL tem prazo de que até 2010 a ferrovia esteja operando em Rondonópolis. Para a chegada dos trilhos até Cuiabá é ainda necessário um estudo de viabilidade. Conforme a assessoria da empresa, o prazo para apresentação desse estudo do trajeto Rondonópolis-capital é dezembro desse ano.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou que o governo está empenhado em garantir o andamento das obras. "Não tem uma semana que eu não tenha tratado da questão da ferrovia. O ponto de estrangulamento é o Ibama", disse. Conforme o governador, tanto o presidente Lula, quanto a ministra Dilma estão cientes dessa luta de Mato Grosso e estão empenhados em solucionar a questão.
"Essa situação das licenças ambientais é dramática. A ministra (da Casa Civil) Dilma Roussef bate sempre na questão das licenças. A nossa bancada (federal) unida e o governo do Estado precisam se articular para exigir de uma vez por todas a definição do traçado da ferrovia e fazer cumprir o cronograma das obras", disse a senadora Serys Marly. "Essa é uma obra fundamental. Não podemos viver somente do modal rodoviário", disse o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, que também participou da reunião.