segunda-feira, 16 de março de 2009

Lideranças se articulam para garantir retomada das obras da Ferrovia


Redação site TVCA
Lideranças políticas de Mato Grosso se reuniram na manhã desta segunda-feira no Fórum Pró-Ferrovia, na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá. Como resultado da reunião, ficou definido que será estabelecido um encontro com a presidência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e com o ministério do Meio Ambiente para garantir a liberação das licenças ambientais a fim de que as obras da Ferrovia Senador Vicente Vuolo possam ser retomadas.
O projeto original da construção de uma ferrovia para escoar a produção agrícola no Estado tem mais de 30 anos. As obras começaram há cerca de 10 anos e estão paradas, segundo a direção da empresa privada concessionária do serviço, a América Latina Logística (ALL), por falta da licença de instalação. A autorização é de competência do Ibama. A ALL tem prazo de que até 2010 a ferrovia esteja operando em Rondonópolis. Para a chegada dos trilhos até Cuiabá é ainda necessário um estudo de viabilidade. Conforme a assessoria da empresa, o prazo para apresentação desse estudo do trajeto Rondonópolis-capital é dezembro desse ano.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou que o governo está empenhado em garantir o andamento das obras. "Não tem uma semana que eu não tenha tratado da questão da ferrovia. O ponto de estrangulamento é o Ibama", disse. Conforme o governador, tanto o presidente Lula, quanto a ministra Dilma estão cientes dessa luta de Mato Grosso e estão empenhados em solucionar a questão.
"Essa situação das licenças ambientais é dramática. A ministra (da Casa Civil) Dilma Roussef bate sempre na questão das licenças. A nossa bancada (federal) unida e o governo do Estado precisam se articular para exigir de uma vez por todas a definição do traçado da ferrovia e fazer cumprir o cronograma das obras", disse a senadora Serys Marly. "Essa é uma obra fundamental. Não podemos viver somente do modal rodoviário", disse o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, que também participou da reunião.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Fórum se reúne nesta segunda-feira para discutir das obras da ferrovia em MT


Da Redação

Site O Documento
O governador Blairo Maggi (PR), políticos e empresários se reúnem nesta segunda feira, juntamente com o Fórum Pró-Ferrovia, para discutir as novas ações para a vinda da Ferrovia Senador Vicente Vuolo até Cuiabá. O encontro acontece às 8h30, na sede da FIEMT.
É a primeira reunião que o Fórum realiza neste ano. Na última semana, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução 3.042, autorizando o Projeto Executivo de Engenharia elaborado pela América Latina Logística (ALL), empresa responsável pela construção da ferrovia a executar 13 quilômetros da obra, no trecho entre Alto Taquari e Rondonópolis.
O presidente do Fórum, Francisco Vuolo, acha a extensão pequena. “Não é o que nós queremos. Tivemos uma audiência pública em Brasília, no primeiro semestre do ano passado, com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e lá foi colocada claramente a montagem da engenharia financeira necessária para a construção do trecho até Rondonópolis e a definição do traçado até Cuiabá”, afirmou.
Segundo ele, ficou definido que seria formada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que ficaria incumbida de fazer a captação de R$ 700 milhões para cobrir o custo desse trecho. “Agora, nós queremos saber como é que ficou essa situação", disse Vuolo.
Também entrará na pauta de discussões a realização do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), no trecho que compreende a localidade de Mineirinho (60 km ao Sul de Rondonópolis), passando por Rondonópolis e chegando a Cuiabá.
Inicialmente, a idéia é que, a partir de Mineirinho, seria criado um ramal até Rondonópolis, porém, o Fórum não aprovou a idéia, temendo que, a partir desse ramal, fosse feito o desvio do traçado original, fazendo com que a Ferronorte se afastasse de Cuiabá, ao invés de chegar até a Capital mato-grossense.
O Fórum Pró-Ferrovia não se reuniu no segundo semestre do ano passado, por conta de se tratar de um ano eleitoral. De acordo com Vuolo, essa foi uma decisão para evitar qualquer comentário a respeito de uma possível utilização da Ferrovia como fato eleitoreiro.
“Muita gente confunde as coisas, então, para evitar qualquer coisa dessa natureza, preferimos deixar as coisas quietas, porém, agora estamos retomando as discussões porque se trata de um interesse do Estado de Mato Grosso e não do vereador Vuolo, ou do governador Blairo Maggi”, completou.

terça-feira, 10 de março de 2009

Fiemt pressiona pela expansão da Ferronorte até Cuiabá


Fonte: Site sónotícias

O Fórum Pró-Ferrovia, de caráter suprapartidário e com representatividade de diversos segmentos da sociedade civil organizada, se reúne na próxima segunda-feira (16), na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, para discutir a retomada das obras da Ferronorte, que estão interrompidas em Alto Araguaia (419 km de Cuiabá). O governador Blairo Maggi vai participar. O presidente do da Fiemt, Mauro Mendes, que “é uma reunião de trabalho e não política. Nosso interesse é ‘cobrar’ para que a ferrovia chegue a Cuiabá, portanto e sairemos desse encontro com uma resolução prática”.De acordo com o presidente do Fórum, vereador Francisco Vuolo, no início de 2008, os dirigentes do Fórum Pró-Ferrovia estiveram em Brasília, onde se reuniram com os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e da Fazenda, Guido Mantega, quando foi dada a garantia do lançamento da Ordem de Serviço para a retomada das obras. Na mesma oportunidade, ocorreu a assinatura de um Termo Aditivo para liberação de R$ 700 milhões para o reinício das mesmas, o que acabou não acontecendo.Na terça-feira passada (3), a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) mandou publicar, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução 3.042, de 17 de fevereiro de 2009, autorizando o Projeto Executivo de Engenharia elaborado pela América Latina Logística Malha Norte S/A (ALL), empresa responsável pela construção da ferrovia e também concessionária por um período de 90 anos, renováveis por mais 90 anos, a executar 13 quilômetros da obra, no trecho entre Alto Taquari e Rondonópolis (Região Sul de Mato Grosso), o que é considerado pouco pelo vereador.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Blairo Maggi vai discutir com Fórum a retomada das obras da Ferronorte


Site Midianews

LUIZ ACOSTA
Está confirmada a presença do governador Blairo Maggi (PR), na reunião que o Fórum Pró-Ferrovia, presidido pelo vereador Francisco Vuolo (PR), vai realizar na próxima segunda-feira (16), na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso.É a primeira reunião que o Fórum realiza Neste ano com segmentos representativos da economia da Capital, da sociedade organizada, além de lideranças políticas (deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos), para retomar as discussões a respeito da retomada das obras da Ferronorte, a partir de Alto Taquari até Rondonópolis, no Sul de Mato Grosso. Na última terça-feira (3), a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) mandou publicar, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução 3.042, de 17 de fevereiro de 2009, autorizando o Projeto Executivo de Engenharia elaborado pela América Latina Logística Malha Norte S/A (ALL), empresa responsável pela construção da ferrovia e também concessionária por um período de 90 anos, renováveis por mais 90 anos, a executar 13 quilômetros da obra, no trecho entre Alto Taquari e Rondonópolis (Região Sul de Mato Grosso), o que é considerado pouco pelo presidente do Fórum.“Não é o que nós queremos. Tivemos uma audiência pública em Brasília no primeiro semestre do ano passado com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e lá foi colocada claramente, a montagem da engenharia financeira necessária para a construção do trecho até Rondonópolis e a definição do traçado até Cuiabá, para a qual seria formada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), uma empresa que ficaria incumbida de fazer a captação de R$ 700 milhões para cobrir o custo desse trecho, agora, nós queremos saber como é que ficou essa situação", disse Vuolo.Também entrará na pauta de discussões a realização do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), no trecho que compreende a localidade de Mineirinho (60 km ao Sul de Rondonópolis), passando por Rondonópolis e chegando a Cuiabá. Inicialmente, a idéia é que, a partir de Mineirinho, seria criado um ramal até Rondonópolis, porém, o Fórum não aprovou a idéia, temendo que, a partir desse ramal, fosse feito o desvio do traçado original, fazendo com que a Ferronorte se afastasse de Cuiabá, ao invés de chegar até a Capital mato-grossense.O Fórum Pró-Ferrovia não se reuniu no segundo semestre do ano passado, por conta de se tratar de um ano eleitoral. De acordo com Vuolo, essa foi uma decisão para evitar qualquer comentário a respeito de uma possível utilização da Ferrovia como fato eleitoreiro. “Muita gente confunde as coisas, então, para evitar qualquer coisa dessa natureza, preferimos deixar as coisas quietas, porém, agora estamos retomando as discussões porque se trata de um interesse do Estado de Mato Grosso e não do vereador Vuolo, ou do governador Blairo Maggi”, completou.

domingo, 8 de março de 2009

Luta antiga


Site Olhar Direto

No dia 22 de janeiro, em ofício ao Ministério dos Transportes e ao DNIT, o Fórum Pró-Ferrovia assinalou que diferentes segmentos da sociedade cuiabana e mato-grossense aguardam, desde 1999, uma definição do governo federal sobre a questão. “Diante do silêncio da concessionária [a América Latina Logística] e tendo em vista a nova fase da política econômica do governo federal – que, por meio do PAC, estabelece uma intensa programação de investimentos em infra-estrutura logística para a ferrovia no país-, urge uma definição técnica e política que possibilite vislumbrar a continuidade do processo de crescimento econômico da Baixada Cuiabana”, diz o comunicado. No mesmo documento, o fórum lembrou, também, que a Baixada Cuiabana, além de concentrar o maior núcleo urbano do Centro-Oeste, envolvendo cerca de 40% da população mato-grossense e de 42% de toda a produção estadual, é o maior pólo de consumo, produção e distribuição de Mato Grosso; concentra as principais faculdades e universidades; tem as principais indústrias e outros empreendimentos que representam 80% do setor no Estado; conta com um complexo de infra-estrutura que abriga a Usina de Manso, o Gasoduto Bolívia-Cuiabá e um aeroporto internacional; e o maior entroncamento rodoviário (BR-070, BR-163 e BR-364). Além do mais, a Grande Cuiabá conta, ainda, com o maior centro de convergência de cargas do Estado, além da Estação Aduaneira do Distrito Industrial, já instalada e em pleno funcionamento. “Essa infra-estrutura, associada à alternativa de escoamento mais barata pela ferrovia, garante a implantação de uma política para suprir os 45% de área agricultável na Baixada Cuiabana, principalmente, para a área de hortifrutigranjeiros, atendendo à demanda do mercado consumidor, além de viabilizar alternativa para o mercado externo”, observou Francisco Vuolo. O Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá é composto por representantes de várias entidades, como as Federações das Indústrias (Fiemt) e do Comércio (Fecomércio), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja).

quinta-feira, 5 de março de 2009

ANTT autoriza projeto para obras da Ferronorte


04/03/2009 - Portal Só Notícias (MT)
A Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizou o projeto executivo elaborado pela América Latina Logística Malha Norte S.A (ALL) e o início das obras de prolongamento da ferrovia Ferronorte entre Alto Araguaia e Rondonópolis, no Sul de Mato Grosso, trecho compreendido entre os quilômetros 500,4 ao 513,6. A resolução de número 3.042 consta em Diário Oficial da União. Conforme a ANTT, a execução dos serviços de restauração e complementação da infraestrutura ferroviária do segmento, da ligando as duas cidades devem ficar limitado em mais de R$4 milhões (R$4.779.830,91).
A agência acompanhará a evolução das obras porque mensalmente a ALL deverá enviar ao poder público resumo da implementação do trecho autorizado, destacando as ações realizadas no referido mês, as ações previstas no cronograma e não cumpridas, acompanhadas das respectivas justificativas.
Conforme a ANTT, a autorização do projeto executivo fica condicionada ao atendimento de algumas ressalvas. Só Notícias apurou que entre elas estão que a concessionária deverá apresentar projeto de superestrutura ferroviária e seu respectivo orçamento; estudos para utilização de jazidas e pedreiras na execução da obra; anotação de responsabilidade técnica do profissional responsável pela fiscalização; memória descritiva de cálculo utilizada para quantificar os serviços necessários à execução; licença ambiental para o empreendimento.
Entre as principais demandas atendidas pela Ferronorte está o transporte de produtos agrícolas, soja, farelo, combustível e fertilizante. A ferrovia é considerada uma 'artéria' logística das regiões Norte e Centro-Oeste do país, em sua ligação com Sul e Sudeste e com portos de exportação. Sua concessão foi obtida em 1989 por 90 anos para construir e operar um sistema ferroviário de carga superior a 5 mil quilômetros, ligando Cuiabá, Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Aparecida do Taboado (MS), Porto Velho (RO) e Santarém (PA).
De acordo com o Ministério dos Transportes, os mais de 5 mil quilômetros de extensão da ferrovia estão divididos em trechos, sendo Cuiabá - Alto Araguaia a Aparecida do Taboado (MS) com 957 km; Alto Araguaia- Uberlândia (MG): 771 km; Cuiabá - Porto Velho (RO): 1.500 km; e Cuiabá - Santarém (PA): 2.000 km.
A construção da ferrovia iniciou em setembro de 1992. Em 1999 foi inaugurado o terminal em Alto Taquari para receber parte da produção agrícola do Mato Grosso. De lá, seguem, via Ferroban (outra concessão da ALL), até o porto de Santos, onde mesma empresa tem participação no Terminal de Granéis do Guarujá (TGG).
No Brasil, conforme a ANTT, até 2008 havia 29.817 quilômetros em malha ferroviária nacional e 28.314 km malha federal concedida.

domingo, 12 de outubro de 2008

Ferronorte não pode ser esquecida, diz setor



Diário de Cuiabá - Da Reportagem


Os empresários também apóiam a construção do ramal ferroviário da Norte-Sul, mas fazem uma ressalva: o novo projeto não poderá trazer prejuízos às obras da Ferronorte até Cuiabá. “Sem dúvida, o ramal vai trazer um forte estímulo à economia da região, principalmente na área de influência da ferrovia, que concentra a maior densidade agrícola do Estado”, frisa o presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio) e das Associações Comerciais, Pedro Nadaf. Para o empresário, a iniciativa de se construir este novo ramal é altamente positiva, pois representa uma saída a mais em termos de logística de transporte. “O projeto irá atender uma grande demanda de necessidades, que convergem ao escoamento da safra. Mas esta nova obra não poderá trazer implicações e/ou prejuízos ao projeto da Ferronorte”. Na opinião do presidente da Fecomércio, a sociedade não poderá se desmobilizar para a cobrança da retomada das obras. “Temos que ficar atentos. O novo projeto é bom, mas não pode ser um impeditivo para a chegada dos trilhos até Cuiabá”, alerta. “Mato Grosso é o grande celeiro do país e precisa de uma logística de transporte mais eficiente para escoar a safra e dar maior competitividade aos agricultores”, completa o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Aguiar. “O ramal é uma alternativa que se cria para o escoamento da produção. É ótimo que isso se concretize, mas não podemos nos acomodar em relação às obras da Ferronorte. Não podemos deixar que o novo projeto desvie a nossa atenção e provoque um atraso maior ou até mesmo o esquecimento da construção da ferrovia até à nossa Capital”, conclui Aguiar. (MM)