Patrícia Sanches
Site RDNews
Com a inauguração do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, na quinta (19) com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT), o Estado passará a ter uma malha ferroviária de 360 km, sendo que os trilhos passam pelos terminais de Alto Araguaia, Alto Taquari, Itiquira e Rondonópolis. A expectativa é que a Ferrovia Vicente Vuolo ainda aumente mais 220 km para que os trilhos cheguem à Capital, conforme previsto no projeto de lei do então senador Vicente Vuolo, aprovado há 37 anos, em 1976, tendo sido sancionada pelo presidente Ernesto Geisel. O trecho, no entanto, ainda está em fase de estudo. “Tudo o que foi sonhado, está sendo viabilizado agora. Mais do que transportar produtos, vamos transportar desenvolvimento para a população, além de valorizar as terras e fomentar a economia”, comemora o secretário extraordinário de Logística Intermodal, Francisco Vuolo, que recebeu o RDNews em seu gabinete. Vuolo é filho de Vicente, que foi homenageado pelo então governador Dante de Oliveira, que deu o nome do ex-senador à ferrovia, antes conhecida como Ferronorte. Para sustentar a afirmação sobre o desenvolvimento, Vuolo destaca, por exemplo, os dados que revelam o aumento na arrecadação das cidades, onde os trilhos passam, por meio do ICMS. Alto Araguaia, em 2007, chegou à marca dos R$ 6,2 milhões, enquanto em 2010 o valor pulou para R$ 14 milhões, o que representa um crescimento de 122%. Já em Alto Araguaia, o aumento foi ainda maior, passando de R$ 7 milhões, em 2007, para R$ 30 milhões em 2010, num incremento de 318,08%. Além do incremento econômico, a ferrovia tem ajudado a melhorar a logística do Estado, no que tange o transporte da produção de Mato Grosso. Para se ter uma ideia, com a inauguração do terminal de Rondonópolis, o maior da América Latina, será possível elevar o transporte de grãos dos atuais 12 milhões de toneladas transportadas no ano passado para 17 milhões de toneladas já neste ano, num incremento de pelo menos 5 milhões de toneladas. O volume, no entanto, ainda está longe de suprimir a demanda estadual, tendo em vista que são produzidos cerca de 50 milhões de toneladas de grãos. No ano passado, conforme Vuolo, foram R$ 21 milhões de toneladas de milho e 29 milhões de toneladas de soja. O investimento é alto, apenas para a implantação dos trilhos já foram aplicados cerca de R$ 1,1 bilhão. Quando o assunto é a construção dos terminais, o investimento também é alto. Em Rondonópolis foram aplicados R$ 600 milhões e, em Itiquira, R$ 150 milhões. O fato é que, após a inauguração, o Estado vai ampliar a malha ferroviária, permitindo uma ligação mais eficaz com o porto de Santos. O trecho original, conforme Vuolo, sempre foi contemplar o trecho entre Aparecida do Tabuado (SP) até Cuiabá (MT). No meio da viabilização do projeto – licitado em 1989 -, no entanto, surgiram vários problemas como, por exemplo, a demora na viabilização das obras da construção da ponte sobre o Rio Paraná – que liga SP a MS – e têm 3,7 mil metros. Acontece que a obra iniciada na gestão Orestes Quércia (PMDB), à época em que comandava São Paulo - viabilizada 50% com recursos do governo paulista e 50% do federal – parou na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por falta de recursos. Justamente por causa dessa situação, Olacyr de Moraes, dono da Constran, que havia vencido a licitação, acabou quase falindo e entregou as obras ao governo federal. À época, apenas o trecho Aparecida do Tabuado a Chapadão do Sul ficou pronto. A concessão foi repassada para a FUNCEF (Previdência da Caixa), que conduziu os trabalhos até a inauguração dos trechos de Alto Taquari a Alto Araguaia. Como a ferrovia era deficitária e havia muitas dívidas, em virtude do FUNCEF não ter Know-how no setor, o fundo entrega a concessão para o BNDES que, depois, repassa para a ALL, concessionária responsável até hoje pelas obras e exploração da concessão. Em 2008 é assinado termo aditivo da ALL, prevendo prazo para execução das obras de Alto Araguaia até Rondonópolis, passando por Itiquira. O documento foi assinado pelo então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e pelo presidente da Assembleia Bernardo Bris, garantindo a viabilização da inauguração feita nesta quinta. Agora, o próximo passo é viabilizar o trecho até Cuiabá, que ainda será licitado já que a ALL não detém mais a concessão deste trecho.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
Licitação deve ser lançada em 2014
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Jornal Diário de Cuiabá
A expansão da Ferrovia Senador Sebastião Vicente Vuolo até Rondonópolis mal foi inaugurada e o governo já trabalha para ampliá-la até a Capital. A tendência é que a licitação para o novo trecho seja lançada já no ano que vem, após a conclusão do estudo de viabilidade.
A informação é do secretário Extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo. Segundo ele, a proposta é que a ferrovia também faça o transporte de passageiros.
Em 2011, o governador Silval Barbosa (PMDB), Valec, ANTT e o governo federal assinaram o contrato para produção dos estudos sobre o trecho de Rondonópolis a Cuiabá e Cuiabá até Santarém (PA). A previsão é que a pesquisa, que está sendo produzida pela Universidade de Santa Catarina, fique pronta no início do ano.
“Esta etapa está cumprida. Cabe a nós, agora, seguirmos para a nova etapa, o novo capítulo, que é rumo a Cuiabá. Até abril, teremos a conclusão do desenho do traçado, das questões ambientais e econômicas. Não só para o transporte de carga, mas também para o de passageiro. A expectativa é de que, já no ano que vem, a presidente Dilma, junto com o governo federal, inicie o processo de licitação para a concessão e a empresa que vai construir a ferrovia. Se Deus quiser, que ela avançará e de Cuiabá seguirá até Santarém”.
Após a chegada do estudo, entretanto, a expansão da Ferronorte deve passar por algumas etapas. “Tomada de subsídio, audiência pública e leilão que, com o projeto pronto, já estará sendo potencializado pelo governo federal. Quem conduz todo esse processo é a ANTT. O governo do Estado, por meio da nossa secretaria, acompanha todos esses encaminhamentos”, explica Vuolo.
O projeto Expansão Malha Norte, no trecho Alto Araguaia/Rondonópolis, e o Complexo Intermodal Rondonópolis, foi inaugurado nesta quinta-feira (19), pela presidenta Dilma Rousseff.
O empreendimento, que está inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), possui especial importância para o escoamento ferroviário das safras de grãos do Centro-Oeste para o Porto de Santos, além de facilitar o recebimento de insumos, fertilizantes e produtos industrializados.
A ferrovia tem extensão total de 260 km. O trecho entre Alto Araguaia e Itiquira tem 117,5 km e está em operação desde abril de 2012. Já a parte de Itiquira a Rondonópolis conta com 142,5 km e entrou em operação em agosto de 2013.
Localizado a 28 km do centro da cidade e a 14 km do aeroporto de Rondonópolis, o Complexo Intermodal Rondonópolis (CIR) abrigará cerca de 20 empresas em uma área de 385,5 hectares. A expectativa é que 20 milhões de toneladas de grãos passem por ele. Cerca de 10 mil trabalhadores participaram da construção da Ferronorte.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Complexo ferroviário exige novo desenho logístico em MT
JONAS DA SILVA
Site HIPERNOTICIAS
A inauguração do Complexo Intermodal de Rondonópolis pela presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro dos Transportes, César Borges foi classificada por ambos como suporte necessário para alavancar a economia de Mato Grosso, carente em infraestrutura para levar a produção agrícola ao destino final de consumo e processamento. “Rondonópolis já é o maior PIB do Mato Grosso. Eu fico imaginando o que significará em termos de potencial de desenvolvimento isso que nós estamos vendo aqui”, definiu Dilma. O complexo está a 28 Km do centro da cidade. "O interior é mais dinâmico e Rondonópolis é cinco vezes mais". A presidente observou que o investimento de R$ 150 milhões no terminal demandou seu esforço desde quando ministra da Casa Civil, ainda em 2007. Os 260 Km de trilhos de Alto Araguaia a Rondonópolis somou mais R$ 880 milhões. Os recursos são da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Dilma lembrou dos apoios que o projeto teve para ligar a região ao litoral, como na década de 1970, quando o então senador Vicente Vuolo incluiu o modal no plano nacional de viação. Ele dá nome à ferrovia. Ela homenageou e parabenizou o secretário extraordinário de Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo, filho do ex-senador. “E aqui eu queria cumprimentar, peço que o senhor se levante e receba a nossa salva de palmas, cumprimentando toda a família do senador Vuolo”, pediu Dilma.
A presidente se comprometeu a construir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). "E eu jurei pelo telefone que nós íamos fazer essa obra. E eu quero dizer para vocês: nós vamos fazer essa obra. É meu juramento e o Blairo é o receptáculo dele", informou sobre lançamento da ferrovia que vai ligar Uruaçu e Lucas do Rio Verde. A presidente citou que o terminal, aliado à duplicação das rodovias federais BR-163-364 no entorno de Rondonópolis vai desafogar o trânsito pesado, cujo projeto foi incluído no PAC. O investimento nesse caso soma R$ 160 milhões. Além dos R$ 300 milhões de duplicação da rodovia entre a cidade de Jaciara e a Serra de São Vicente, cuja ordem de serviço foi assinada pela presidente e o ministro. “Logística não é carga. No fundo, logística são as pessoas também, porque é para as pessoas que nós temos que construir a melhor logística para este país. Não é admissível que a gente deixe tráfego pesado em cidades”, explicou a presidente Dilma. O presidente da ALL, Alexandre Santoro, afirmou que "cada trem transporta em torno de 9 mil toneladas ou 230 caminhões". A empresa é concessionária da malha férrea da ferrovia Vicente Vuolo.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Inauguração do Terminal de Rondonópolis será no dia 20 de setembro
DA REDAÇÃO
SITE MIDIANEWS
A América Latina Logística (ALL) anunciou a inauguração do Terminal Intermodal de Rondonópolis para 20 de setembro. A secretaria de Imprensa da Presidência da República ainda não confirmou oficialmente a agenda da presidenta Dilma. O governador Silval Barbosa espera fazer o anúncio ainda esta semana, após seu retorno de Brasília, onde cumpre agenda de trabalho.
O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, diz que a ALL já está ultimando os preparativos finais para a inauguração do terminal ferroviário. Ele lembra que a liberação da Licença de Operação, expedida pelo Ibama, era o último documento relativo as questões ambientais que faltava.
A ALL já está operando em caráter experimental e após a inauguração vai atender com sua carga máxima. “A entrada em operação vai representar um salto de desenvolvimento para toda a região e em especial para sul de Mato Grosso”, declara.
A capacidade dos terminais de Itiquira, Alto Araguaia e Alto Taquari, somam 12 milhões de toneladas/ano e essa capacidade vai agregar mais 5 milhões, chegando aos 17 milhões. Segundo Vuolo, a entrada em operação do Terminal Intermodal de Rondonópolis vai reduzir muito o engarrafamento das rodovias durante o escoamento da produção, minimizando os problemas durante a safra. O secretário Vuolo destaca ainda que o complexo em torno do Terminal de Rondonópolis recebe investimentos R$ 600 milhões da iniciativa privada que estão se instalando no município.
Com a inauguração e entrada em operação do Terminal Intermodal de Rondonópolis, o foco volta-se agora para complementação da Ferrovia Vicente Vuolo até Cuiabá. “Nossa próxima etapa é avançar até a Capital”. Segundo Francisco Vuolo, agora serão apenas 200 km de trilhos para concretização de um sonho. A luta continua".
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Evento realizado ontem a noite em Rondonópolis abordou vantagens e desvantagens geradas pela operação do terminal da ALL
Site gazetamt
Eduardo Ramos
Representantes de vários setores da sociedade e de órgãos públicos municipais, estaduais e federais participaram ontem em Rondonópolis do '2º Ciclo de Debates sobre os Impactos e Oportunidades no Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso com a chegada da Ferronorte'. O evento foi organizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados em parceria com a Câmara Municipal de Rondonópolis. Na oportunidade foram apresentados detalhes dos projetos de implantação do terminal ferroviário e também das obras de duplicação de 25 quilômetros da BR-163, com a construção de viadutos e acessos especiais, no trecho entre o terminal e o município de Rondonópolis.
Durante o evento o prefeito Percival Muniz voltou a afirmar que não exitará em adotar medidas legais para impedir o funcionamento do terminal caso não sejam garantidas as compensações sociais e ambientais ao município. Ele destacou que tanto a ferrovia como o terminal são construídos com recursos públicos, via BNDES, e que a cidade não pode ser penalizada com o aumento do fluxo de veículos pesados a partir da operação do terminal. "O investimento é grande, vai gerar empregos e também aumentar a receita do município. Mas isso é pouco diante dos problemas que também serão criados", destacou.
Além da garantia da duplicação do trecho entre o município e o terminal, Muniz também afirmou que vai rever a compensação ambiental acertada pela gestão anterior. Segundo ele, só neste quesito o município deve receber cerca de R$ 28 milhões de reais, que podem ser investidos na ampliação do SAMU e também em novas unidades hospitalares
Projetos
O superintendente do DNIT em Mato Grosso, Luiz Antonio Garcia, apresentou o projeto de duplicação do acesso à rodovia. A obra prevê a construção de um grande viaduto na região do posto Trevão (entrocamento das BRs 163 e 364) com várias passagens subterrâneas para permitir o acesso ao aeroporto municipal e às rodovias estaduais como a MT-471.
A obra está orçada em R$ 125 milhões e deverá ser custeada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A expectativa é licitá-la através do Regime Diferenciado de Contratações, agilizando o processo. "Estamos empenhados porque entendemos que esta obra é tão ou mais importante que a própria duplicação do segmento da BR-163 até Posto Gil", destacou.
Já o projeto de implantação do terminal foi detalhado pelo representante da ALL, Gustavo Okihiro. Ele disse que a empresa compreende a preocupação da população com os problemas decorrentes da obra, mas garantiu que estão sendo tomados todos os cuidados visando evitar prejuízos à população.
Segundo Okihiro, o terminal terá sete tombadores e cada um tem capacidade para descarregar até 10 caminhões por hora, o que permitirá atender todo o fluxo sem ocasionar filas e congestionamentos na rodovia. Ele também destacou que a área tem um espaço para o estacionamento para cerca de cinco mil caminhões e será dotada de infraestrutura (banheiros, restaurantes etc.) para atender os motoristas enquanto aguardam a descarga.
Além dos representantes da Câmara dos Deputados, Prefeitura e da ALL, o ciclo de debates contou também com a participação do secretário estadual de Logística, Francisco Vuolo, e de diretores do FCO, Sudeco, Acir, CDL, Uramb, Unisal, Diocese de Rondonópolis e professores da UFMT. As propostas e sugestões serão agora registradas na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e servirão como base para a definição de futuras ações envolvendo o terminal.
Eduardo Ramos
Representantes de vários setores da sociedade e de órgãos públicos municipais, estaduais e federais participaram ontem em Rondonópolis do '2º Ciclo de Debates sobre os Impactos e Oportunidades no Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso com a chegada da Ferronorte'. O evento foi organizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados em parceria com a Câmara Municipal de Rondonópolis. Na oportunidade foram apresentados detalhes dos projetos de implantação do terminal ferroviário e também das obras de duplicação de 25 quilômetros da BR-163, com a construção de viadutos e acessos especiais, no trecho entre o terminal e o município de Rondonópolis.
Durante o evento o prefeito Percival Muniz voltou a afirmar que não exitará em adotar medidas legais para impedir o funcionamento do terminal caso não sejam garantidas as compensações sociais e ambientais ao município. Ele destacou que tanto a ferrovia como o terminal são construídos com recursos públicos, via BNDES, e que a cidade não pode ser penalizada com o aumento do fluxo de veículos pesados a partir da operação do terminal. "O investimento é grande, vai gerar empregos e também aumentar a receita do município. Mas isso é pouco diante dos problemas que também serão criados", destacou.
Além da garantia da duplicação do trecho entre o município e o terminal, Muniz também afirmou que vai rever a compensação ambiental acertada pela gestão anterior. Segundo ele, só neste quesito o município deve receber cerca de R$ 28 milhões de reais, que podem ser investidos na ampliação do SAMU e também em novas unidades hospitalares
Projetos
O superintendente do DNIT em Mato Grosso, Luiz Antonio Garcia, apresentou o projeto de duplicação do acesso à rodovia. A obra prevê a construção de um grande viaduto na região do posto Trevão (entrocamento das BRs 163 e 364) com várias passagens subterrâneas para permitir o acesso ao aeroporto municipal e às rodovias estaduais como a MT-471.
A obra está orçada em R$ 125 milhões e deverá ser custeada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A expectativa é licitá-la através do Regime Diferenciado de Contratações, agilizando o processo. "Estamos empenhados porque entendemos que esta obra é tão ou mais importante que a própria duplicação do segmento da BR-163 até Posto Gil", destacou.
Já o projeto de implantação do terminal foi detalhado pelo representante da ALL, Gustavo Okihiro. Ele disse que a empresa compreende a preocupação da população com os problemas decorrentes da obra, mas garantiu que estão sendo tomados todos os cuidados visando evitar prejuízos à população.
Segundo Okihiro, o terminal terá sete tombadores e cada um tem capacidade para descarregar até 10 caminhões por hora, o que permitirá atender todo o fluxo sem ocasionar filas e congestionamentos na rodovia. Ele também destacou que a área tem um espaço para o estacionamento para cerca de cinco mil caminhões e será dotada de infraestrutura (banheiros, restaurantes etc.) para atender os motoristas enquanto aguardam a descarga.
Além dos representantes da Câmara dos Deputados, Prefeitura e da ALL, o ciclo de debates contou também com a participação do secretário estadual de Logística, Francisco Vuolo, e de diretores do FCO, Sudeco, Acir, CDL, Uramb, Unisal, Diocese de Rondonópolis e professores da UFMT. As propostas e sugestões serão agora registradas na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e servirão como base para a definição de futuras ações envolvendo o terminal.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Lançados estudos para novas ferrovias em Mato Grosso
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, em reunião de sua diretoria, a celebração do Termo de Cooperação Técnica entre a própria ANTT e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que tem por objeto a elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental dos trechos ferroviários Rondonópolis/Cuiabá e Cuiabá/Santarém (EVTEA).
O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, diz que esse é o primeiro-passo para efetivação da implantação e construção da Ferrovia Vicente Vuolo, de Rondonópolis até Cuiabá e Cuiabá – Santarém.
Ele informa que os trabalhos serão desenvolvidos pela UFSC, cuja expertise na área de construção de ferrovias é reconhecida internacionalmente. Esses estudos, segundo Francisco Vuolo, deverão estar concluídos entre 10 a 12 meses.
“Assim que estivemos de posse do EVTEA, vamos iniciar o segundo passo, que o processo para a tomada de subsídios e abertura do leilão da concessão desses trechos”, disse. Segundo ele, o governo está empenhado na implementação do modal ferroviário, como suporte importante para a agregação de valores na nossa produção e, fundamentalmente, garantir o escoamento dentro dos prazos contratados pelos produtores.
O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, diz que esse é o primeiro-passo para efetivação da implantação e construção da Ferrovia Vicente Vuolo, de Rondonópolis até Cuiabá e Cuiabá – Santarém.
Ele informa que os trabalhos serão desenvolvidos pela UFSC, cuja expertise na área de construção de ferrovias é reconhecida internacionalmente. Esses estudos, segundo Francisco Vuolo, deverão estar concluídos entre 10 a 12 meses.
“Assim que estivemos de posse do EVTEA, vamos iniciar o segundo passo, que o processo para a tomada de subsídios e abertura do leilão da concessão desses trechos”, disse. Segundo ele, o governo está empenhado na implementação do modal ferroviário, como suporte importante para a agregação de valores na nossa produção e, fundamentalmente, garantir o escoamento dentro dos prazos contratados pelos produtores.
AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTESTERRESTRES
DIRETORIA - DELIBERAÇÃO No- 75, DE 17 DE ABRIL DE 2013
A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada no Voto DG - 013, de 17 de abril de 2013 e no que consta dos autos do Processo nº 50500.109258/2012-50, delibera:
Art. 1º Pela aprovação da celebração do Termo de Cooperação Técnica que pretendem firmar entre si a Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT e a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, que tem por objeto a elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental dos trechos ferroviários Rondonópolis/Cuiabá e Cuiabá/Santarém - EVTEA.
Art. 4º Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação.
JORGE BASTOS
Diretor-Geral
Em exercício
Agora desejo é duplicação rumo ao terminal
Fonte: A Tribuna de Mato GrossoMarcio Sodré
LIBERADO –> O sonho da sociedade rondonopolitana pela duplicação da BR-364 entre Rondonópolis e Cuiabá estará se tornando mais palpável. O ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges, assinará hoje (23/04) o contrato das obras de duplicação da BR-364 entre os municípios de Rondonópolis e Jaciara. A assinatura ocorre a partir das 8h30 da manhã, na Câmara Municipal, devendo contar com a presença do governador Silval Barbosa. A expectativa agora é que Governo Federal anuncie a duplicação do trecho de 25 quilômetros da BR-163, no acesso ao terminal ferroviário de Rondonópolis.
As obras entre Rondonópolis e Jaciara, a serem executadas por consórcio liderado pela Mendes Junior, representarão a duplicação em um trecho de cerca de 60 quilômetros de extensão da BR-364. A preocupação é que a duplicação não se restrinja apenas a esse trecho, mas consiga abranger por completo o trajeto até Cuiabá. Para isso, ainda haverá a abertura das propostas da licitação do trecho entre Jaciara e Serra de São Vicente, prevista para o dia 10 de maio de 2013. A licitação do trecho entre Serra de São Vicente e Cuiabá foi considerada fracassada, devendo ser realizada novamente.
Diante dos inúmeros exemplos de obras inacabadas em rodovias federais no Brasil, inclusive em Rondonópolis, com a crítica situação da travessia urbana da BR-364, a cobrança da sociedade local e das entidades representativas da região será no sentido de que a duplicação do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá e dos demais trechos até Cuiabá não entrem nesse rol de obras problemáticas. Vale observar que, a partir de agora, caberá ao ministro César Borges dar prosseguimento nas obras de duplicação da BR-364 no estado de Mato Grosso.
O governador Silval Barbosa deve estar em Rondonópolis, acompanhado de uma grande comitiva formada pelo deputado federal Wellington Fagundes, deputados estaduais, secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, que esteve em visita ontem ao Jornal A TRIBUNA juntamente com o deputado estadual Sebastião Rezende (veja matéria na página 05 desta edição), do secretário estadual de Transportes e Pavimentação Urbana, Cinésio Nunes, do secretário adjunto de Comunicação, Aroldo Souza, entre outros.
Em relação ao Governo do Estado, espera-se que Silval possa, enfim, anunciar a data da assinatura da ordem de serviço das obras de conclusão da estrada alternativa entre Rondonópolis e Cuiabá, passando pelo Pantanal: a MT-040. Inclusive, há informações de que a assinatura da ordem de serviço do trecho restante, algo em torno de 77 quilômetros, ocorra em Rondonópolis, também em reconhecimento do fato da sociedade rondonopolitana ter sido a grande articuladora e agente pela consolidação dessa estrada alternativa à BR-364. Outra expectativa é que o governador fale da retomada das obras da pavimentação da “Rodovia do Leite”, requerida pelo deputado J. Barreto, na região de São José do Povo e Pedra Preta.
Mais um assunto que deve ser foco de indagações ao governador será referente aos atrasos dos repasses de recursos para a Santa Casa e o Hospital Regional. Espera-se que o governador traga informações relativas à normalização desses repasses.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Com inauguração para abril, terminal ferroviário terá hotel e novo shopping center
De Rondonópolis - Giselle Saldanha
Olhar Direto/Agência Pauta Pronta
As obras do Terminal Intermodal de Rondonópolis entraram em fase final e a previsão é de que sejam concluídas até o final de março. A inauguração, segundo informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da América Latina Logística (ALL) em Mato Grosso, deve ocorrer na primeira quinzena de abril.
Os trilhos, a terraplanagem do complexo e todo o sistema de drenagem subterrânea já foram concluídos. O trabalho que conta diretamente com 520 colaboradores, agora está focado no término da estrutura que compõem tulha de carregamento, moega, armazém, pátio de estacionamento e classificação.
O Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), com investimentos de R$ 700 milhões, será o maior terminal intermodal do país. A obra ocupará 400 hectares e irá disponibilizar numa área de 230 mil metros quadrados um centro comercial, pátio para estacionamento de caminhões e um posto de abastecimento. No Centro Comercial está prevista a construção de um Shopping Center para atender tanto caminhoneiros como a população da região de Rondonópolis, além de contar com lojas comerciais e de serviços (bancos, farmácias, mercados, chaveiros, copiadoras), praça de alimentação, setor de serviços públicos e um hotel com 100 quartos. Com toda essa estrutura, o CIR irá gerar 3 mil vagas de trabalho.
O posto de abastecimento comportará circulação de 1,5 mil caminhões/dia, oferecendo serviços de borracharia, oficina e conveniência. O pátio de estacionamento, com área de 162 mil metros quadrados, terá em sua operação uma pré-triagem dos caminhões para facilitar entrada e saída de caminhões e de pessoas, além de possuir em sua infraestrutura, áreas de apoio para motoristas com banheiros equipados com áreas de banho e uma área de refeitório.
Divisor de águas - A chegada dos trilhos da Ferronorte é vista como um divisor de águas pela promessa de bombar o desenvolvimento econômico da região, principalmente no agronegócio, por facilitar o escoamento da produção agropecuária. O maior impacto para o setor é na redução do custo do frete. Em geral, o transporte ferroviário é 25% a 30% mais econômico que do que o rodoviário.
A capacidade de carga será de 120 vagões em 6 horas, com operações independentes de carga e descarga e um sistema duplo de carregamento ferroviário, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes.
Os dois terminais, de Itiquira e Rondonópolis, deverão carregar até 15 milhões de toneladas por ano até 2015.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Vuolo diz que aguarda liberação do Ibama para ferrovia
Flávia Borges, repórter do GD - Gazeta Digital
O secretário extraordinário da Copa (Secopa), Francisco Vuolo, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, na Rede Record, nesta segunda-feira (11), que aguarda apenas a vistoria do Ibama para liberar o terminal ferroviário de Rondonópolis.
“Estamos esperando apenas a vistoria do Ibama, que é quem cuida das liberações ambientais, e isso deve acontecer ainda em março. Após a vistoria, já teremos em um prazo de dois meses a liberação da licença operacional, quando oficialmente o trem poderá operar a partir de Rondonópolis. A expectativa é que até abril ocorra um grande evento para poder comemorar a chegada dos trilhos até Rondonópolis”.
Segundo Vuolo, as obras da ferrovia foram retomadas em 2008. “A ferrovia é construída em etapas. Conseguimos em 2008 a retomada das obras. Avançou de forma muito rápida, chegou a Itiquira em 2011 e já está prevista ainda para este semestre a inauguração do Terminal em Rondonópolis. Logo em seguida, na próxima etapa, nós teremos a ferrovia em Cuiabá”, garantiu o secretário.
Vuolo diz ainda que Mato Grosso é um estado muito grande e que precisa de um planejamento. “Costumo dizer que o estado de Mato Grosso é um estado extremamente rico, com 903 mil quilômetros quadrados, onde cabem três Itália. Por aí podemos dimensionar o tamanho da nossa representatividade. Com isso nós não podemos pensar exclusivamente em uma ferrovia. Mato Grosso precisa pensar em uma malha ferroviária, em um plano de logística”.
Ele defende ainda a ampliação da rede ferroviária. “Precisamos não só fazer com que a ferrovia chegue a Cuiabá, mas que avance até Santarém, Porto Velho. Precisamos também da ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que corta o estado de leste a oeste, ligando Lucas do Rio Verde até Uruaçu, em Goiás. Com isso, com outros modais sendo fortalecidos, com ferrovias e hidrovias, aí sim nós teremos um estado forte e nas condições adequadas para fazer com que cada vez mais possamos ser representativos não só em nível nacional, mas também em nível mundial”.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
UM PEDAÇO DA HISTÓRIA
A América Latina Logística (ALL) e o Minístério dos Transportes assinam, em Brasília, um aditivo contratual que fixa prazos e estabelece responsabilidades para a construção do trecho da Ferronorte entre os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis, tramo considerado fundamental para o escoamento da crescente safra agrícola mato-grossense.A informação é do vereador Francisco Vuolo (PR), que preside o Fórum Pró-Ferrovia de Cuiabá, e que, a exemplo de seu pai, o ex-senador Vicente Vuolo (já falecido), defende com veemência ímpar a passagem da ferronorte pela capital mato-grossense. "O aditivo é muito importante porque vai garantir metas e prazos para este segundo trecho em Mato Grosso, que é um passo vital para que possamos garantir, de uma vez por todas, que a ferronorte vai passar por Cuiabá", disse Vuolo, para o Olhar Direto.O aditivo será assinado pelo ministro Alfredo Nascimento (Transporte) e pelo presidente da América Latina Logística. Bernardo Hees, segundo informou a assessoria parlamentar de Francisco Vuolo, às 15h.
O termo aditivo de contrato garantirá a retomada das obras de implantação dos trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo em Mato Grosso e o prolongamento da estrada de ferro até a capital mato-grossense já com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do traçado. No aditivo serão definidos prazos para que a empresa - maior operadora logística com base ferroviária da América Latina – conclua as obras no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, numa extensão de 220 quilômetros. A previsão é de que essas obras terminem em 2010, de acordo com cronograma do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pela, então, ministra Dilma Roussef (Casa Civil). Segundo o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, vereador Francisco Vuolo (PR), a assinatura do termo aditivo com a ALL, na prática, obriga a empresa a cumprir prazos quanto à retomada das obras no Sul de Mato Grosso.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Ferronorte avançará para Cuiabá graças a indústria
NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Industrialização ajudará levar Ferronorte até Cuiabá
13/01/2013 - A Gazeta (MT)
A chegada da Ferronorte a Cuiabá a partir do terminal ferroviário de Rondonópolis só ocorrerá se for vencido um desafio. O governo de Mato Grosso precisa encontrar sustentação para contrapor os custos do transporte ferroviário, vencidos pelo tradicional modal rodoviário que é mais viável economicamente no trecho de aproximadamente 220 quilômetros (Cuiabá/Rondonópolis). Esse ponto especificamente está barrando o andamento do projeto, assumido pelo governador Silval Barbosa (PMDB) junto à Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). A saída seria a industrialização do polo da Baixada Cuiabana e a carga retorno. A revelação é do professor doutor Luiz Miguel de Miranda, do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte (NELT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), um dos responsáveis pela confecção de estudos da Ferronorte.
O Estado e o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, rebatem as ponderações, ao alegar a plena viabilidade econômica do traçado até a capital. Estudo que comprova a sustentabilidade da implantação da ferrovia, segundo Vuolo, está prestes a ser apresentado e deverá garantir evolução das ações. Secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, assegura nova investida do governador junto à ANTT e governo federal, para conclusão dos planos. Nadaf também ressalta as ações de industrialização da Capital, que estariam em franco andamento e dentro da política instituída por Silval Barbosa de transformar Mato Grosso em polo industrial.
As ponderações do professor e especialista no assunto, Luiz Miguel de Miranda, demonstram, ao contrário das argumentações do Executivo e do Fórum Pró-Ferrovia, um panorama temeroso do ponto de vista da aplicação na íntegra das exigências. Ele acaba de lançar o livro "Sistemas de Transportes e Intermodalidade - Corredores de Transporte em Mato Grosso". É um apanhado completo do sistema de transporte, com pontuações no mínimo de alerta, descrições e características de modais, vantagens e desvantagens além de direcionamentos sobre o que deve ser feito para melhoria da seara. Com experiência no tema, Miguel permeia as vertentes que decorrem do modal ferroviário, que se transformou em bandeira do governador do Estado no início de 2011, quando assumiu o comando de Mato Grosso.
Ele integra o grupo de estudos formado entre a UFMT e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com expertise na área, para formatação dos estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental, com execução do Eia Rima, Estudo de Impacto Ambiental da Ferronorte. Em 2012, houve compromisso feito em Cuiabá pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, de que seria concluído o trecho da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá. De lá para cá, como explicou o professor, a proposta está "parada" na ANTT.
Para garantir a chegada dos trilhos à capital, Mato Grosso precisa comprovar por meio de estudos, a viabilidade econômica do projeto, com investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão a ser capitaneado por investidores da China. Eles já confirmaram interesse sobre o projeto junto ao Executivo. O problema que tem tirado o sono de especialistas e mais especificamente do professor Miguel, é encontrar sustentação real para rebater as vantagens do modal rodoviário, sobre o ferroviário. Estudos apontam que em trecho de até 500 quilômetros é mais vantajoso o transporte via caminhões. A extensão entre Cuiabá e Rondonópolis é de 220 quilômetros. É preciso, aos olhos de Miguel, viabilizar vantagens, como a garantia da carga retorno e de um polo macro industrial. O distrito industrial ainda paira sobre modelo incipiente.
Mato Grosso, dada à extensão territorial, tem um dos maiores custos logísticos do país. Despesas relativas ao escoamento da produção serão reduzidas com a prevista inauguração do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, ainda no primeiro semestre deste ano, com investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões em área de 380 hectares.
Se chegar a Cuiabá, a ferrovia poderá ser estendida em etapa posterior, chegando a Santarém, em investimento estimado em R$ 10 bilhões. O escoamento via portos da região Norte do país deverá ser de 15 a 20 milhões de toneladas de grãos por ano, quando o sistema estiver em pleno funcionamento.
Se solucionado o impasse da viabilidade econômica, o Estado pode obter ainda mais vantagens a partir da interligação de modais de transporte. Essa seria, como destaca Miguel, a melhor alternativa para maximizar o potencial econômico da cadeia produtiva de Mato Grosso, por meio do elo chave de transporte: rodovias, ferrovias e hidrovias.
O Estado e o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, rebatem as ponderações, ao alegar a plena viabilidade econômica do traçado até a capital. Estudo que comprova a sustentabilidade da implantação da ferrovia, segundo Vuolo, está prestes a ser apresentado e deverá garantir evolução das ações. Secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, assegura nova investida do governador junto à ANTT e governo federal, para conclusão dos planos. Nadaf também ressalta as ações de industrialização da Capital, que estariam em franco andamento e dentro da política instituída por Silval Barbosa de transformar Mato Grosso em polo industrial.
As ponderações do professor e especialista no assunto, Luiz Miguel de Miranda, demonstram, ao contrário das argumentações do Executivo e do Fórum Pró-Ferrovia, um panorama temeroso do ponto de vista da aplicação na íntegra das exigências. Ele acaba de lançar o livro "Sistemas de Transportes e Intermodalidade - Corredores de Transporte em Mato Grosso". É um apanhado completo do sistema de transporte, com pontuações no mínimo de alerta, descrições e características de modais, vantagens e desvantagens além de direcionamentos sobre o que deve ser feito para melhoria da seara. Com experiência no tema, Miguel permeia as vertentes que decorrem do modal ferroviário, que se transformou em bandeira do governador do Estado no início de 2011, quando assumiu o comando de Mato Grosso.
Ele integra o grupo de estudos formado entre a UFMT e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com expertise na área, para formatação dos estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental, com execução do Eia Rima, Estudo de Impacto Ambiental da Ferronorte. Em 2012, houve compromisso feito em Cuiabá pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, de que seria concluído o trecho da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá. De lá para cá, como explicou o professor, a proposta está "parada" na ANTT.
Para garantir a chegada dos trilhos à capital, Mato Grosso precisa comprovar por meio de estudos, a viabilidade econômica do projeto, com investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão a ser capitaneado por investidores da China. Eles já confirmaram interesse sobre o projeto junto ao Executivo. O problema que tem tirado o sono de especialistas e mais especificamente do professor Miguel, é encontrar sustentação real para rebater as vantagens do modal rodoviário, sobre o ferroviário. Estudos apontam que em trecho de até 500 quilômetros é mais vantajoso o transporte via caminhões. A extensão entre Cuiabá e Rondonópolis é de 220 quilômetros. É preciso, aos olhos de Miguel, viabilizar vantagens, como a garantia da carga retorno e de um polo macro industrial. O distrito industrial ainda paira sobre modelo incipiente.
Mato Grosso, dada à extensão territorial, tem um dos maiores custos logísticos do país. Despesas relativas ao escoamento da produção serão reduzidas com a prevista inauguração do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, ainda no primeiro semestre deste ano, com investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões em área de 380 hectares.
Se chegar a Cuiabá, a ferrovia poderá ser estendida em etapa posterior, chegando a Santarém, em investimento estimado em R$ 10 bilhões. O escoamento via portos da região Norte do país deverá ser de 15 a 20 milhões de toneladas de grãos por ano, quando o sistema estiver em pleno funcionamento.
Se solucionado o impasse da viabilidade econômica, o Estado pode obter ainda mais vantagens a partir da interligação de modais de transporte. Essa seria, como destaca Miguel, a melhor alternativa para maximizar o potencial econômico da cadeia produtiva de Mato Grosso, por meio do elo chave de transporte: rodovias, ferrovias e hidrovias.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Chineses querem assumir obras da ferrovia até Cuiabá
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - Site MIDIANEWS
Um grupo de empresários chineses se reuniu com o governador Silval Barbosa (PMDB), na tarde desta quinta-feira (29), no Palácio Paiaguás, para discutir sobre a possibilidade de tocarem as obras da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) em Mato Grosso.DA REDAÇÃO - Site MIDIANEWS
A empresa ATI (Asian Trade & Investiments) tem interesse em dois trechos da ferrovia: de Rondonópolis (212 km ao Sul da capital) a Cuiabá, e de Cuiabá a Santarém, no Pará.
O traçado ainda será definido, mas deve ser próximo à BR-364/163, para diminuir o impacto ambiental.
O trecho entre Itiquira (357 km ao Sul) e Rondonópolis está em obras e deve ser concluído no começo de 2013. Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira.
No final do ano que vem, deve ser concluído o estudo de viabilidade, que está sendo realizado pelo Governo do Estado e Governo Federal, dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). As obras da ferrovia devem ser licitadas somente em 2014.
“Para garantir a viabilidade de trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, precisamos somente de cinco produtos: diesel, milho, soja, insumo para cimento e fertilizantes. E temos até mais produtos que esses para transportar”, disse o vereador Francisco Vuolo, que acompanha de perto a articulação para implantar a ferrovia em Mato Grosso.
O objetivo do grupo chinês, além de lucrar com a ferrovia, é baratear o transporte da produção mato-grossense até a China.
"Esse é um projeto estratégico para o Estado, e que vai trazer grande economia no frete da nossa produção. A China é o grande mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso, e tem interesse em reduzir o preço do produto”, disse o secretário de Logística Intermodal de Transportes, Edmilson dos Santos.
“O trecho entre Cuiabá e Santarém está numa região que é grande produtora de alimentos, e a China tem grande demanda de recursos e commodities agrícolas. Eles têm interesse em criar um caminho mais barato para a soja chegar na China”, disse o representante da ATI no Brasil, Anselmo Leal.
“Hoje, o custo de transporte da soja de Mato Grosso é três vezes maior que a média mundial. Então, os chineses entendem que, desenvolvendo logística, é possível conseguir produtos de qualidade do Mato Grosso a preço acessível”, completou.
Mudanças na concessão
Em agosto deste ano, o Governo Federal lançou um pacote do PAC contemplando ferrovias e criou um novo marco regulatório do setor. Os estudos de viabilidade do trecho Cuiabá-Santarém da Ferronorte foram incluídos nesse pacote.
O superintendente de Serviços de Transporte de Cargas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Noboro Ofugi, afirmou que as novas regras para construção de ferrovias no Brasil tornam o investimento mais atrativo.
“Estamos concluindo o estudo do novo marco regulatório brasileiro para ferrovias. Os próximos trechos da Ferronorte já serão construídos no novo modelo, que será semelhante ao das rodovias privatizadas. A empresa que detiver a concessão cobrará uma espécie de pedágio para que outras empresas usem os trilhos para transportar”, explicou.
Ele disse que o Governo separou o controle da gestão ferroviária, o controle de tráfego e a operação da ferrovia propriamente dita.
O representante da ATI, Anselmo Leal, disse que as novas regras trazem mais segurança com relação à garantia de retorno do investimento.
“Com a nova regulação, teremos mais conforto no quesito demanda. Antes, não tínhamos certeza da demanda, e agora ficar muito mais simples entender como será o negócio de fato”, afirmou.
domingo, 21 de outubro de 2012
Ministra de Dilma garante que ferrovia chega a Cuiabá
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - SITE MIDIANEWS
Em visita a Cuiabá, nesta semana, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o Palácio do Planalto está agilizando a assinatura de contrato para a execução dos estudos de viabilidade econômica e o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do trecho da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) entre Rondonópolis e a Capital.DA REDAÇÃO - SITE MIDIANEWS
Os estudos serão elaborados pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por meio de convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
“Levará cerca de um ano para fazer todos esses estudos e projetos, a partir dos quais será possível tomar a decisão da execução da obra. Com o índice de produção que temos em Mato Grosso, haverá viabilidade econômica para esse empreendimento”, disse a ministra, que esteve na cidade em ato de apoio à candidatura do vereador Lúdio Cabral (PT) a prefeito de Cuiabá.
Míriam Belchior informou que os projetos do trecho entre Cuiabá e Rondonópolis estão previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com o montante de R$ 15 milhões disponíveis.
“Já temos 266 quilômetros da Ferronorte prontos. A ferrovia deve chegar a Rondonópolis na virada de 2012 para 2013. Cerca de 60% da infraestrutura desse trecho estão prontos, e 30% da superestrutura”, disse.
Três terminais da Ferronorte já estão em operação: Alto Taquari (479 km ao Sul de Cuiabá), Alto Araguaia (a 414 km) e Itiquira (a 357 km). O quarto terminal será o de Rondonópolis (a 212 km).
A concessionária responsável pelos trechos já licitados da ferrovia, a América Latina Logística (ALL), não demonstrou interesse em levar os trilhos além de Rondonópolis.
Após negociação com o Governo do Estado, a empresa abriu mão da concessão desses trechos, que, agora, está sob responsabilidade do Governo Federal.
Somente após a conclusão dos estudos e a comprovação da viabilidade econômica é que o Governo definirá o cronograma para implantação dos trilhos que trarão a ferrovia até Cuiabá.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Ferronorte deve escoar 15 milhões de toneladas na safra 2012/13
Globo Rural On-line
O superintende comercial da concessionária América Latina Logística, Leonardo Recondo Azevedo, afirmou durante simpósio sobre as obras rodoferroviárias da região Sul de Mato Grosso que a Ferrovia Senador Vicente Vuolo(Ferronorte) será responsável pelo escoamento de grande parte da safra 2012/13. “As obras estão dentro do cronograma e até o fim de 2012 a ferrovia chegará a Rondonópolis. Nosso objetivo é que no começo da nova safra os terminais já estejam em operação”, afirmou.
Também será finalizado até dezembro o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), com capacidade de carregamento de dez mil toneladas em seis horas. Para evitar o congestionamento dentro do pátio cada terminal destinará 25% da área para estacionamento.
Durante o simpósio foi discutida também a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná, que atenderá toda região Sul de Mato Grosso e apresenta o custo mais barato entre os modais de transporte. Mas, para dar andamento à obra, ainda é necessário o licenciamento ambiental. Os produtores rurais também discutiram a importância da duplicação das BR-163 e BR-364.
O produtor rural de Rondonópolis, Emerson Spigosso, disse que com a duplicação destas rodovias e com a Ferronorte parte dos problemas logísticos da região estarão solucionados. “Atualmente, por causa do alto fluxo de caminhões nas rodovias e falta de manutenção adequada, enfrentamos sérios problemas no escoamento da safra”, afirmou.
O produtor rural de Rondonópolis, Emerson Spigosso, disse que com a duplicação destas rodovias e com a Ferronorte parte dos problemas logísticos da região estarão solucionados. “Atualmente, por causa do alto fluxo de caminhões nas rodovias e falta de manutenção adequada, enfrentamos sérios problemas no escoamento da safra”, afirmou.
Para o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, a conclusão das obras ferroviárias na região Sul será uma vitória de toda sociedade. “Ganhará o produtor, o comerciante e o cidadão, que terão melhores oportunidades com uma logística melhor”, disse. Para Fávaro, este novo modelo ainda não é o ideal. “Precisamos de um operador, que neste caso é a ALL, e vários transportadores para que haja competividade”. Segundo ele, a forma como o modelo de transporte está sendo criado deixará o frete da ferrovia com o mesmo valor do rodoviário. “O Movimento Pró-Logística vai acompanhar a implantação deste modal e cobrar para que se tenha competitividade”, afirmou.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Terminal Intermodal de Itiquira é mais um passo do avanço da Ferrovia em Mato Grosso
Site Portos e Navios
| O Terminal Intermodal de Itiquira - que foi inaugurado neste último sábado (02.06) com a presença do governador Silval Barbosa e do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos- é a concretização de um ideal visionário do grande Euclides da Cunha, lá no início do século 20, da determinação política do Senador Vicente Vuolo e do empreendedorismo de empresários que acreditaram na viabilidade desse projeto. O passo que se concretiza representa mais 212 quilômetros de ferrovia, no trecho Alto Taquari - Alto Araguaia - Itiquira. Os outros 148 quilômetros até a cidade de Rondonópolis estão em construção e o trecho deverá estar concluído até dezembro deste ano, segundo a concessionária América Latina Logística (ALL). "O Terminal de Itiquira é um passo concreto do avanço da Ferrovia em Mato Grosso", afirma o secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso (Selit/MT), Francisco Vuolo. E esse avanço deve-se em grande parte à determinação política do governo Silval Barbosa, que vê a logística como um fundamento importante na expansão econômica de Mato Grosso, que hoje é o maior exportador de grãos, um dos maiores produtores de carne bovina. A importância do Terminal Intermodal para a cidade de Itiquira, segundo Vuolo, tem diversos aspectos. O primeiro deles, é o econômico, que se vê claramente, cujos resultados efetivos já trouxeram para Mato Grosso, desde 2000, quando da inauguração do Terminal de Alto Taquari e posteriormente o Terminal de Alto Araguaia. A transformação por qual passou essas cidades e a região em torno delas é evidente. Eram cidades - apesar da qualidade da terra, do potencial agropecuário - cujas expectativas eram limitadas. Com a chegada da ferrovia aconteceu um crescimento significativo, atraindo indústrias, valorização econômica da terra, geração de novos empreendimentos, num círculo virtuoso permanente. Junto com esse crescimento, alia-se os avanços sociais. Alto Taquari e Alto Araguaia investiram no aumento de escolas e na área de saúde para atender ao crescimento da demanda. Esses investimentos na área social, destaca Vuolo, impactaram também na população como um todo, além da geração de emprego e renda. "Ao que tudo indica, o Terminal de Itiquira vai produzir algo semelhante na região", analisa. Outro aspecto significativo da ferrovia é a logística para o nosso Estado. Mato Grosso produz acima dos patamares e índices nacional e internacional, por conta de seu clima extremamente regular. "Não temos geadas, terremoto, furacão, aliado aos avanços das técnicas de produção, faz com que os exportadores apostem, cada vez mais, no nosso crescimento", disse. Em um Estado de dimensões continentais - são mais de 900 mil km², o equivalente a três Itália - o investimento em logística é fundamental. "Precisamos melhorar as nossas estradas - e o governo vem fazendo isso, buscando novos recursos -, investir na hidrovia e ampliar a malha ferroviária, que é uma realidade", destaca Francisco Vuolo. A gestão de todos esses modais é que vão garantir novos investimentos com atração de industrias que vão agregar valores à nossa produção. "A logística é que vai possibilitar tudo isso", afirma. A ferrovia, dentro desse painel logístico, segundo ele, tem um papel destacado, por ser um modal de transporte seguro e a relação custo-benefício é bastante positiva, e vai baratear o custo de escoamento da nossa produção. O avanço da Ferrovia deve-se a ação do Governo Federal, que inseriu a ferrovia dentro do PAC I, aliado a ação do governo de Mato Grosso, aliado aos esforços da bancada federal e, importante, a iniciativa privada, por parte da ALL que acreditou na viabilidade e colocou a Ferronorte, através da gestão competente, num cenário viável. |
domingo, 3 de junho de 2012
Terminal de Itiquira se torna nova rota de escoamento da safra de MT
Site Olhar Direto
De Rondonópolis - Débora Siqueira
Com aporte de investimentos de R$ 50 milhões, o terminal ferroviário de Itiquira foi inaugurado neste sábado (01), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Passos, governador Silval Barbosa e lideranças políticas com base eleitoral na Região Sul de Mato Grosso.
O terminal que faz parte do projeto de Expansão Malha Norte da América Latina Logística (ALL) integra o aporte de R$ 700 milhões em investimentos com a construção de 260 km de linha férrea no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis.
Os produtores do anel da soja da região de Itiquira e municípios produtores da divisa com Goiás e Mato Grosso do Sul podem ter economia entre 25% e 30% com frete. “Conforme dados da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) só a nossa região produz 25,6 toneladas de soja na safra. Para continuarmos produzido sem aumentar área e com maior produtividade pedimos mais investimentos em logística”, destacou a produtora rural Maria Anita Zamboni.
Segundo a ALL, além da área produtora de Ouro Branco do Sul, distrito de Itiquira, o terminal local será capaz de atender produtores rurais num raio de 200 km. A capacidade estática do terminal é de 100 mil toneladas e capacidade de embarque de 1,2 mil toneladas por hora.
O prefeito de Itiquira, Ernani José Sander (PSDB), se emocionou e quase foi às lágrimas ao comentar que ninguém acreditava que o trem chegaria na cidade. “Já ouvi muitas vezes dizer que a ferrovia se tornaria um elefante branco, mas eu via que traria progresso e trouxe. A cidade hoje é outra”.
O primeiro terminal ferroviário de Mato Grosso, em Alto Taquari foi inaugurado em 2000. Três anos mais tarde foi em Alto Araguaia. Até o final do ano, o trem deve chegar em Rondonópolis.
Investimentos
O ministro Paulo Passos disse que Mato Grosso em estado diferenciado e tem recebido milhões em investimentos do governo federal para combater o maior gargalo da produção agrícola do Estado: a logística. “O ministério liberou recursos para a duplicação da BR 364/163 entre Rondonópolis e o Posto Gil no valor de R$ 1,1 bilhão, os investimentos em recursos do BNDES para a construção da ferrovia entre Alto Araguaia e Rondonópolis, asfaltamento das BRs 242 (integração leste e oeste de Mato Grosso) e 158”.
A frente de trabalho da pavimentação da rodovia federal que corta a região do Araguaia já esta na altura do município de Querência, conforme o ministro. Até o final do ano, deve ser concluído o projeto executivo que traça o desvio da terra indígena Marãiwatsede, do povo xavante.
Ele ainda garantiu que Mato Grosso terá pelo menos mil quilômetros de ferrovia e o estado terá impacto positivo com o trem em Lucas do Rio Verde, um dos principais celeiros mato-grossense.
Estrada precária
O governador Silval Barbosa foi cobrado para que promova asfaltamento de 14 km entre a cidade de Itiquira e o terminal ferroviário, por meio da MT-299. A única frente de trabalho iniciada pelo governo é a pavimentação do trecho entre a ferrovia e o distrito de Ouro Branco do Sul. “Estamos concluindo o recapeamento de 36 km e construindo mais 26 km para chegar ao terminal. Dentro de 20 dias, no máximo, o trabalho será executado”, garantiu Silval.
De Rondonópolis - Débora Siqueira
Com aporte de investimentos de R$ 50 milhões, o terminal ferroviário de Itiquira foi inaugurado neste sábado (01), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Passos, governador Silval Barbosa e lideranças políticas com base eleitoral na Região Sul de Mato Grosso.
O terminal que faz parte do projeto de Expansão Malha Norte da América Latina Logística (ALL) integra o aporte de R$ 700 milhões em investimentos com a construção de 260 km de linha férrea no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis.
Os produtores do anel da soja da região de Itiquira e municípios produtores da divisa com Goiás e Mato Grosso do Sul podem ter economia entre 25% e 30% com frete. “Conforme dados da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) só a nossa região produz 25,6 toneladas de soja na safra. Para continuarmos produzido sem aumentar área e com maior produtividade pedimos mais investimentos em logística”, destacou a produtora rural Maria Anita Zamboni.
Segundo a ALL, além da área produtora de Ouro Branco do Sul, distrito de Itiquira, o terminal local será capaz de atender produtores rurais num raio de 200 km. A capacidade estática do terminal é de 100 mil toneladas e capacidade de embarque de 1,2 mil toneladas por hora.
O prefeito de Itiquira, Ernani José Sander (PSDB), se emocionou e quase foi às lágrimas ao comentar que ninguém acreditava que o trem chegaria na cidade. “Já ouvi muitas vezes dizer que a ferrovia se tornaria um elefante branco, mas eu via que traria progresso e trouxe. A cidade hoje é outra”.
O primeiro terminal ferroviário de Mato Grosso, em Alto Taquari foi inaugurado em 2000. Três anos mais tarde foi em Alto Araguaia. Até o final do ano, o trem deve chegar em Rondonópolis.
Investimentos
O ministro Paulo Passos disse que Mato Grosso em estado diferenciado e tem recebido milhões em investimentos do governo federal para combater o maior gargalo da produção agrícola do Estado: a logística. “O ministério liberou recursos para a duplicação da BR 364/163 entre Rondonópolis e o Posto Gil no valor de R$ 1,1 bilhão, os investimentos em recursos do BNDES para a construção da ferrovia entre Alto Araguaia e Rondonópolis, asfaltamento das BRs 242 (integração leste e oeste de Mato Grosso) e 158”.
A frente de trabalho da pavimentação da rodovia federal que corta a região do Araguaia já esta na altura do município de Querência, conforme o ministro. Até o final do ano, deve ser concluído o projeto executivo que traça o desvio da terra indígena Marãiwatsede, do povo xavante.
Ele ainda garantiu que Mato Grosso terá pelo menos mil quilômetros de ferrovia e o estado terá impacto positivo com o trem em Lucas do Rio Verde, um dos principais celeiros mato-grossense.
Estrada precária
O governador Silval Barbosa foi cobrado para que promova asfaltamento de 14 km entre a cidade de Itiquira e o terminal ferroviário, por meio da MT-299. A única frente de trabalho iniciada pelo governo é a pavimentação do trecho entre a ferrovia e o distrito de Ouro Branco do Sul. “Estamos concluindo o recapeamento de 36 km e construindo mais 26 km para chegar ao terminal. Dentro de 20 dias, no máximo, o trabalho será executado”, garantiu Silval.
sábado, 2 de junho de 2012
Governo inaugura o terceiro terminal ferroviário de MT
LAÍSE LUCATELLI
ENVIADA ESPECIAL A ITIQUIRA
Site Midianews
O terceiro terminal da Ferrovia Senador Vicente Vuolo em Mato Grosso, também chamada de Ferronorte, será inaugurado neste sábado (2), em Itiquira (325 Km ao Sul de Cuiabá), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR).
Os dois primeiros, o de Alto Taquari e de Alto Araguaia, já estão em funcionamento desde 2000 e 2001, respectivamente, totalizando 100 quilômetros de trilhos. Com a inauguração do terminal de cargas de Itiquira, a ferrovia passa a operar com a extensão de 290 quilômetros.
A expansão da ferrovia até Rondonópolis, um trecho de 80 quilômetros, já está em andamento, sob responsabilidade da empresa América Latina Logística (ALL). A previsão é que o terminal de cargas daquele município seja inaugurado no primeiro semestre de 2013.
Desse ponto em diante, não há mais previsão, pois a concessão do trecho pertence ao Estado, e ainda está sendo negociada com investidores interessados. U
m grupo italiano, Salcef S/A, e um grupo sul-coreano, Posco, demonstraram interesse em levar a ferrovia até Cuiabá. A empresa China Railway Engineering Corporation estuda implantar os trilhos entre Cuiabá e Santarém (PA). A previsão é implantar também uma linha entre Cuiabá e Porto Velho, mas ainda não há negociações sobre esse trecho.
“A expectativa é muito grande. A cada quilômetro que avança a ferrovia, e está avançando uma média de 2 quilômetros por dia, é a esperança de o produtor de diminuir o custo da sua produção. Amanhã [hoje, 2] é um dia de vitória para nós. Conseguimos a Licença Operacional há poucos dias, depois do esforço enorme de toda a nossa bancada do Governo. E vamos comemorar mais final do ano ou início de 2013, quando ela chegará em Rondonópolis”, disse o governador Silval Barbosa (PMDB), em entrevista, nesta semana.
A Ferronorte servirá, principalmente, para baratear os custos de escoamento da produção mato-grossense até o Porto de Santos (SP). No futuro, com a expansão rumo ao Pará, a produção poderá ser escoada com mais facilidade também para os portos do arco norte.
De acordo com o secretário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo (PR), está em estudo a possibilidade de implantar também um terminal de passageiros no trecho entre Rondonópolis e a Capital.
Avanços
A Selit, criada em caráter extraordinário em janeiro de 2011 por Silval Barbosa, foi idealizada principalmente para agilizar as obras das ferrovias. Na avaliação do secretário Vuolo, o principal avanço da secretaria foi cumprir o calendário para inauguração dos terminais de Itiquira e Rondonópolis (prevista para 2013). “Sobretudo, na liberação das licenças ambientais, que demanda uma burocracia muito grande”, observou.
Ele comemora a conclusão de mais uma etapa da obra, mas lamenta que ela tenha demorado tanto para sair do papel. “A ferrovia já deveria estar chegando em Cuiabá. Mas, houve muitos problemas no caminho, com a antiga concessionária, com paralisações das obras. Além disso, o Brasil pecou em não priorizar o investimento em infraestrutura ferroviária”, avaliou.
Vuolo ressaltou que, nesse período à frente da pasta, outro avanço importante foi a elaboração dos estudos de viabilidade sócio-econômica e ambiental, e os projetos do trecho até à Capital. “A previsão é licitar esse trecho no ano que vem, quando teremos o projeto básico do traçado dos trilhos. O que sabemos, por enquanto, é que a ferrovia passará entre a Serra de São Vicente e o Pantanal, e chegará na região do Distrito Industriário em Cuiabá”, disse.
* A repórter Laíse Lucatelli viajou a Itiquira a convite da Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom)
ENVIADA ESPECIAL A ITIQUIRA
Site Midianews
O terceiro terminal da Ferrovia Senador Vicente Vuolo em Mato Grosso, também chamada de Ferronorte, será inaugurado neste sábado (2), em Itiquira (325 Km ao Sul de Cuiabá), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR).
Os dois primeiros, o de Alto Taquari e de Alto Araguaia, já estão em funcionamento desde 2000 e 2001, respectivamente, totalizando 100 quilômetros de trilhos. Com a inauguração do terminal de cargas de Itiquira, a ferrovia passa a operar com a extensão de 290 quilômetros.
A expansão da ferrovia até Rondonópolis, um trecho de 80 quilômetros, já está em andamento, sob responsabilidade da empresa América Latina Logística (ALL). A previsão é que o terminal de cargas daquele município seja inaugurado no primeiro semestre de 2013.
Desse ponto em diante, não há mais previsão, pois a concessão do trecho pertence ao Estado, e ainda está sendo negociada com investidores interessados. U
m grupo italiano, Salcef S/A, e um grupo sul-coreano, Posco, demonstraram interesse em levar a ferrovia até Cuiabá. A empresa China Railway Engineering Corporation estuda implantar os trilhos entre Cuiabá e Santarém (PA). A previsão é implantar também uma linha entre Cuiabá e Porto Velho, mas ainda não há negociações sobre esse trecho.
“A expectativa é muito grande. A cada quilômetro que avança a ferrovia, e está avançando uma média de 2 quilômetros por dia, é a esperança de o produtor de diminuir o custo da sua produção. Amanhã [hoje, 2] é um dia de vitória para nós. Conseguimos a Licença Operacional há poucos dias, depois do esforço enorme de toda a nossa bancada do Governo. E vamos comemorar mais final do ano ou início de 2013, quando ela chegará em Rondonópolis”, disse o governador Silval Barbosa (PMDB), em entrevista, nesta semana.
A Ferronorte servirá, principalmente, para baratear os custos de escoamento da produção mato-grossense até o Porto de Santos (SP). No futuro, com a expansão rumo ao Pará, a produção poderá ser escoada com mais facilidade também para os portos do arco norte.
De acordo com o secretário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo (PR), está em estudo a possibilidade de implantar também um terminal de passageiros no trecho entre Rondonópolis e a Capital.
Avanços
A Selit, criada em caráter extraordinário em janeiro de 2011 por Silval Barbosa, foi idealizada principalmente para agilizar as obras das ferrovias. Na avaliação do secretário Vuolo, o principal avanço da secretaria foi cumprir o calendário para inauguração dos terminais de Itiquira e Rondonópolis (prevista para 2013). “Sobretudo, na liberação das licenças ambientais, que demanda uma burocracia muito grande”, observou.
Ele comemora a conclusão de mais uma etapa da obra, mas lamenta que ela tenha demorado tanto para sair do papel. “A ferrovia já deveria estar chegando em Cuiabá. Mas, houve muitos problemas no caminho, com a antiga concessionária, com paralisações das obras. Além disso, o Brasil pecou em não priorizar o investimento em infraestrutura ferroviária”, avaliou.
Vuolo ressaltou que, nesse período à frente da pasta, outro avanço importante foi a elaboração dos estudos de viabilidade sócio-econômica e ambiental, e os projetos do trecho até à Capital. “A previsão é licitar esse trecho no ano que vem, quando teremos o projeto básico do traçado dos trilhos. O que sabemos, por enquanto, é que a ferrovia passará entre a Serra de São Vicente e o Pantanal, e chegará na região do Distrito Industriário em Cuiabá”, disse.
* A repórter Laíse Lucatelli viajou a Itiquira a convite da Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom)
Silval vê redenção econômica com inauguração de terminal
Gabriela Galvão, Enviada Especial a Itiquira
Site RDnews
O governador Silval Barbosa (PMDB) inaugurou o terminal ferroviário de Itiquira neste sábado (2) com a presença do ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos (PR). Mas a vinda de uma autoridade federal para o Estado e a consolidação de mais um trecho da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), não parece ter sido atrativo suficiente para secretários de estado e deputados, já que nem mesmo os parlamentares da região sul compareceram “em peso” ao evento.
Dos secretários, apenas Francisco Vuolo (Logística Intermodal) marcou presença, mas muito mais pela homenagem prestada ao pai, autor do projeto de interligação de Mato Grosso com São Paulo por trilhos e cujo nome batizou o terminal. Já a Assembleia foi representada pelo ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortoline, o Nininho (PR). Zeca Viana (PDT) também estava presente. Da ala federal, apenas os “pais da criança”, deputados Carlos Bezerra (PMDB) e Wellington Fagundes (PR). Além do senador Blairo Maggi (PR).
O comparecimento “pífio” de políticos do Estado, contudo, não impediu que os presentes exaltassem a importância do acontecimento para economia de Mato Grosso, bem como que cobrassem a continuidade dos trilhos não apenas até Rondonópolis, cujo terminal deve ser concluído até o fim deste ano, mas até Cuiabá.
Silval lembrou dos investimentos que passam a ser cobrados após a conclusão de uma obra desta magnitude. Declarou que de imediato conseguiu R$ 23 milhões para trecho do asfalto de Itiquira até o terminal. Também garantiu que vai orientar ao secretário estadual de Cidades, Nico Baracat (PMDB), a construção de casas no município e no distrito de Ouro Branco. Fez questão, no entanto, de cobrar do ministro a duplicação da BR 163 até Rondonópolis, a solução dos problemas ambientais da BR 242 e a consolidação Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO). “Mato Grosso é puro desafio. Nós contribuímos e vamos cobrar”.
O senador Blairo Maggi (PR), sucinto como sempre, ressaltou que a chegada da ferrovia é muito importante para o desenvolvimento, mas que o Estado continua em desvantagem, pois produz muito e tem pouca população, então não ganha o que precisa do Governo Federal. “Vamos fazer um Estado melhor do que é hoje”, conclamou.
Vuolo aproveitou a presença do ministro para cobrar a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) na inauguração do terminal de Rondonópolis, considerado o maior da América Latina. Também ressaltou que a partir dali a América Latina Logística (ALL) não deterá mais a concessão. “É preciso articular para que os recursos sejam garantidos e a ferrovia, decididamente, avance até Cuiabá”.
O ministro, por sua vez, não se fez de rogado e, arrancando aplausos dos presentes, declarou que R$ 8 bilhões já estão garantidos para Mato Grosso. Paulo Passos também reconheceu que o Governo Federal concede menos recurso do que o Estado merece, mas afirmou que estão trabalhando para mudar isso. “O PAC da Infraestrutura vai investir muito em Mato Grosso. Concluímos o projeto da duplicação da BR 163 e vamos começar a licitar os lotes. A BR 242 também será licitada em 7 lotes”.
Quanto a Fico, prometeu a publicação do edital para detalhamento do certame. “Não basta 260 km de ferrovia, é preciso chegar até Lucas do Rio Verde com mais mil quilômetros de trilho para beneficiar este Estado”, reconheceu.
Terminal
A ALL, responsáveis pelos trilhos de Alto Araguaia até Rondonópolis, já construiu 120 km de ferrovia, sendo mais 148 km até o terceiro maior município do Estado. Neste trecho, de cerca de 260 km, devem ser investido R$ 700 milhões. O terminal, por sua vez, construído e operado pela Seara, tem pelo menos 6 km de extensão em uma área de 10 hectares. A capacidade é para mil toneladas estáticas e 12 mil toneladas por hora no embarque.
Site RDnews
O governador Silval Barbosa (PMDB) inaugurou o terminal ferroviário de Itiquira neste sábado (2) com a presença do ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos (PR). Mas a vinda de uma autoridade federal para o Estado e a consolidação de mais um trecho da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), não parece ter sido atrativo suficiente para secretários de estado e deputados, já que nem mesmo os parlamentares da região sul compareceram “em peso” ao evento.
Dos secretários, apenas Francisco Vuolo (Logística Intermodal) marcou presença, mas muito mais pela homenagem prestada ao pai, autor do projeto de interligação de Mato Grosso com São Paulo por trilhos e cujo nome batizou o terminal. Já a Assembleia foi representada pelo ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortoline, o Nininho (PR). Zeca Viana (PDT) também estava presente. Da ala federal, apenas os “pais da criança”, deputados Carlos Bezerra (PMDB) e Wellington Fagundes (PR). Além do senador Blairo Maggi (PR).
O comparecimento “pífio” de políticos do Estado, contudo, não impediu que os presentes exaltassem a importância do acontecimento para economia de Mato Grosso, bem como que cobrassem a continuidade dos trilhos não apenas até Rondonópolis, cujo terminal deve ser concluído até o fim deste ano, mas até Cuiabá.
Silval lembrou dos investimentos que passam a ser cobrados após a conclusão de uma obra desta magnitude. Declarou que de imediato conseguiu R$ 23 milhões para trecho do asfalto de Itiquira até o terminal. Também garantiu que vai orientar ao secretário estadual de Cidades, Nico Baracat (PMDB), a construção de casas no município e no distrito de Ouro Branco. Fez questão, no entanto, de cobrar do ministro a duplicação da BR 163 até Rondonópolis, a solução dos problemas ambientais da BR 242 e a consolidação Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO). “Mato Grosso é puro desafio. Nós contribuímos e vamos cobrar”.
O senador Blairo Maggi (PR), sucinto como sempre, ressaltou que a chegada da ferrovia é muito importante para o desenvolvimento, mas que o Estado continua em desvantagem, pois produz muito e tem pouca população, então não ganha o que precisa do Governo Federal. “Vamos fazer um Estado melhor do que é hoje”, conclamou.
Vuolo aproveitou a presença do ministro para cobrar a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) na inauguração do terminal de Rondonópolis, considerado o maior da América Latina. Também ressaltou que a partir dali a América Latina Logística (ALL) não deterá mais a concessão. “É preciso articular para que os recursos sejam garantidos e a ferrovia, decididamente, avance até Cuiabá”.
O ministro, por sua vez, não se fez de rogado e, arrancando aplausos dos presentes, declarou que R$ 8 bilhões já estão garantidos para Mato Grosso. Paulo Passos também reconheceu que o Governo Federal concede menos recurso do que o Estado merece, mas afirmou que estão trabalhando para mudar isso. “O PAC da Infraestrutura vai investir muito em Mato Grosso. Concluímos o projeto da duplicação da BR 163 e vamos começar a licitar os lotes. A BR 242 também será licitada em 7 lotes”.
Quanto a Fico, prometeu a publicação do edital para detalhamento do certame. “Não basta 260 km de ferrovia, é preciso chegar até Lucas do Rio Verde com mais mil quilômetros de trilho para beneficiar este Estado”, reconheceu.
Terminal
A ALL, responsáveis pelos trilhos de Alto Araguaia até Rondonópolis, já construiu 120 km de ferrovia, sendo mais 148 km até o terceiro maior município do Estado. Neste trecho, de cerca de 260 km, devem ser investido R$ 700 milhões. O terminal, por sua vez, construído e operado pela Seara, tem pelo menos 6 km de extensão em uma área de 10 hectares. A capacidade é para mil toneladas estáticas e 12 mil toneladas por hora no embarque.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
População de Itiquira relata 100% de melhoria na cidade com a chegada da Ferrovia
Redação 24 Horas News
Com a chegada da Ferrovia Vicente Vuolo no município de Itiquira (a 325 Km ao Sul de Cuiabá), pessoas que há dois anos atrás jamais poderiam imaginar que o progresso e o desenvolvimento chegassem tão rápido, hoje sentem no dia a dia os efeitos dessa mudança.
Com a chegada da Ferrovia Vicente Vuolo no município de Itiquira (a 325 Km ao Sul de Cuiabá), pessoas que há dois anos atrás jamais poderiam imaginar que o progresso e o desenvolvimento chegassem tão rápido, hoje sentem no dia a dia os efeitos dessa mudança.
Os trilhos são os responsáveis pelo repentino desenvolvimento, pela melhoria da qualidade de vida da população e pelo aumento do índice de crescimento econômico numa cidade onde em apenas um ano, 195 alvarás de funcionamento para pequenas e médias empresas foram emitidos.
O progresso chegou em Itiquira. Assim o prefeito Ernani Sander definiu o momento de transformação pelo qual tem passado o município que administra. De acordo com ele os números reais mostram a melhoria que os trilhos trazem para a cidade. Foram muitos os benefícios para a cidade principalmente empregos, já que em dois anos 1.500 carteiras de trabalho foram assinadas.
“O terminal de embarque gera emprego e dá retorno não só para o município, mas para o Estado e a União também, é um progresso para o comércio local, o dinheiro fica aqui para que a cidade cresça. Todo o comércio está satisfeito com esse desenvolvimento. O progresso traz também o desenvolvimento local e quem ganha é a população”, afirma.
De acordo com o prefeito, o empenho e apoio do governador Silval Barbosa, desde o início, foram determinantes para que esse sonho fosse concretizado. “O governador deu todo apoio desde o começo e principalmente no empenho para conseguir a liberação da Licença de Operação junto ao Ibama para que a ferrovia pudesse operar definitivamente. O Governo do Estado tem sido parceiro, não tenho do que me queixar, só tenho que agradecer o governador”, disse Ernani.
Com as obras da ferrovia muitas empresas se instalaram em Itiquira, aumentando a procura por vários serviços e consequentemente necessitando de maior número de serviços ofertados. Paula Zaneth, que administra o financeiro de um posto de gasolina no município conta que o movimento aumentou muito e que foi preciso contratar funcionários, ampliar a estrutura do posto e construir mais uma filial na cidade. “A gente espera que o aumento continue. Há quatro anos estamos em Itiquira e esses últimos dois foram bem melhores devido a construção da ferrovia. Até os donos de outros comércios têm falado que houve um bom crescimento na cidade”, contou.
O cartorário Wellington Ribeiro Campos mora há cinco anos em Itiquira e disse que tem percebido o aumento no número de transações em razão das empresas terceirizadas. Esse crescimento, conforme ele relatou, é em razão da construção do terminal ferroviário. “É um projeto de desenvolvimento. Houve uma valorização e expansão muito grande em todos os setores, mas principalmente na habitação e no setor hoteleiro. Há ainda uma grande valorização das terras na cidade e no entorno. Esse terminal vai contribuir para alavancar a economia da região Sul, transformando não só essa região, mas o Estado como um todo”, avaliou.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Ibama emite licença e terminal vai ser inaugurado em maio
Nayara Araújo
Site RD News
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O presidente do Ibama Fernando Marques assinou na tarde desta segunda (23) a Licença de Operação (LO) da Ferrovia Senador Vicente Vuolo para o trecho até Itiquira. Após a liberação, o vereador licenciado e secretário de Logística Intermodal de Transporte Francisco Vuolo (PR), garantiu que o foco passa a ser a conclusão do trecho até Rondonópolis. Com a licença em mãos, Vuolo assegurou que o Terminal Intermodal de Itiquira pode funcionar a partir da semana que vem.
O secretário elogiou a postura do governador Silval Barbosa (PMDB) e garantiu que a liberação da ferrovia está dentro do plano de Governo do peemedebista. O republicano também lembrou que a participação de Silval numa audiência com membros da bancada federal, na sede do Ibama, em Brasília, foi de importante para a sinalização positiva do Ibama.
A inauguração oficial do terminal deve ocorrer em maio. A expectativa é que a ministra das Relações Institucionais da Presidência da República Ideli Salvatti participe. A data ainda não foi definida, mas acontece após a viagem do governador à China.
A Ferrovia Senador Vicente Vuolo tida como um importante modal para o escoamento da produção de Mato Grosso. De acordo com Vuolo, o início das operações representa uma conquista importante para a região, que vai ganhar um novo impulso econômico e social. “Itiquira passa a ser também um pólo de desenvolvimento”, disse.
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